Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Aliados europeus não participam da primeira reunião do Conselho da Paz de Trump

Principais aliados europeus recusam participação na primeira reunião do Board of Peace de Trump; encontro em Washington é visto como arrecadação, com ceticismo sobre resultados

Donald Trump announces the charter for his Board of Peace at the World Economic Forum in Davos, Switzerland, on 22 January.
0:00
Carregando...
0:00
  • Diversos líderes mundiais vão a Washington para a reunião inaugural do Board of Peace, criado por Donald Trump, que contou com a ausência de importantes aliados europeus.
  • A cúpula deve funcionar principalmente como rodada de arrecadação, com Trump dizendo que mais de US$ 5 bilhões foram comprometidos para a reconstrução de Gaza.
  • O mandato do Board foi ampliado para além de Gaza, abrangendo respostas a outros conflitos globais, mas há ceticismo generalizado sobre a eficácia do grupo.
  • O Vaticano e líderes de grandes aliados dos Estados Unidos, incluindo Reino Unido, Alemanha e França, recusaram participação; o primeiro-ministro de Israel também não compareceu.
  • No terreno, pouco progresso é visto: a Administração Trump já enfrenta entraves para a implementação de planos como a força de estabilização internacional e a paralisação de doações humanas, enquanto o comitê de Gaza opera com recursos limitados.

Dozens de líderes mundiais e delegações nacionais seguem para Washington DC para a reunião inaugural do Board of Peace de Donald Trump. O encontro, que ocorre amanhã, é visto como pouco provável de produzir avanços significativos no conflito Israel-Gaza, segundo analistas.

Segundo a Casa Branca, o encontro na instituição renomeada Donald J Trump Institute of Peace funcionará principalmente como um round de arrecadação. Trump afirmou em redes sociais que países já comprometeram mais de 5 bilhões de dólares para a reconstrução de Gaza, devastada pelo conflito.

Trump também disse que os países membros teriam mobilizado milhares de profissionais para a Força Internacional de Estabilização e para a Polícia Local, para manter segurança em Gaza. O objetivo original da iniciativa é reconstruir a faixa, mas o mandatário ampliou o foco para responder a conflitos globais.

A cúpula, porém, chega cercada de ceticismo. Espera-se pouca adesão de aliados europeus e de outras potências, com críticas à falta de transparência de financiamento e ao mandato político do board. O enfraquecimento de apoios é visto como desafio para a credibilidade da proposta.

Reação internacional e participação

Ursula von der Leyen recusou o convite para a função de presidente da Comissão Europeia, e líderes de Reino Unido, Alemanha e França também sinalizaram que não comparecerão. O governo canadense manteve convite para o ex-governante Mark Carney, mas Trump o revogou após críticas no Davos.

O Vaticano também não aderiu ao Board, como ressaltado por autoridades e críticos que veem o movimento como tentativa de usurpar funções de organismos como a ONU. O Pontífice afirmou que a gestão de crises deve ser principalmente trilha da comunidade internacional.

Delegações do Oriente Médio devem participar, incluindo Israel, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Turquia, Jordânia e Qatar, além de representantes de países menos diretamente envolvidos no Gaza. Países da América Latina e da Europa também enviam representantes para demonstrar apoio indireto.

Desafios operacionais e perspectivas

Especialistas destacam dúvidas sobre governança, segurança no terreno e atendimento imediato às necessidades da população palestina. Analistas lembram que promessas de doação não equivalem a resultados práticos, sobretudo sem mecanismos de implementação.

Do lado israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu optou por não comparecer; o ministro das Relações Exteriores, suplente de posições mais conservadoras, participa. A cooperação com o plano de paz enfrenta resistência em ano eleitoral e tensões com países vizinhos.

O comitê administrativo designado para Gaza, NCAG, permanece em Cairo, sem clareza sobre orçamento e poderes. Críticos apontam frustração com a lentidão e a falta de autonomia operacional para ações concretas no território.

Contexto e evolução

Observadores destacam avanço limitado de estruturas de paz criadas pelo chamado plano de 100 dias, apresentado por Jared Kushner. Organizações humanitárias relatam que a ajuda continua restrita e que o acesso a itens de uso duplo continua proibido, dificultando reconstrução.

Enquanto oBoard of Peace busca sinalizar movimento internacional, muitos alertam que, sem avanços rápidos e verificáveis no terreno, a iniciativa pode perder legitimidade diante da comunidade global.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais