- Grupo de mulheres familiares de presos políticos venezuelanos faz greve de fome em Caracas desde sábado; já completaram 96 horas.
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- Uma das dez iniciaram a greve desmaiou na segunda-feira e foi levada a hospital de táxi por falta de ambulâncias, segundo ativista da ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos.
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- ONG alerta que indiferença do Estado coloca em grave risco a vida das gestoras e dos presos, que mantêm a greve dentro da delegacia da Polícia Nacional Bolivariana, na Zona 7, onde teriam sido impedidos de receber soro sem explicação.
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- Manifestantes, entre 23 e 46 anos, ficam deitadas sobre colchões, sob faixa com a mensagem “Liberdade para todos”.
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- Greve ocorre por descumprimento de promessa do presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, de libertar todos os detidos assim que a lei de anistia fosse aprovada; no fim de semana, 17 detidos foram libertados na Zona 7.
Na manhã de sábado, um grupo de mulheres ligadas a presos políticos venezuelanos iniciou uma greve de fome perto de uma unidade policial em Caracas. O objetivo é exigir a libertação dos detidos que cumprem protesto similar dentro da delegacia da Polícia Nacional Bolivariana, conhecida como Zona 7.
Ao todo, dez familiares começaram o protesto, realizado em condições de extrema vulnerabilidade. Uma das protestantes desmaiou na segunda-feira e precisou ser encaminhada a um hospital de táxi devido à indisponibilidade de ambulâncias, segundo relato do ativista Diego Casanova, da ONG Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos.
A organização acompanha o caso e informou que a greve já dura mais de 120 horas. Em X, a ONG afirmou que a indiferença do Estado coloca em risco a vida das manifestantes e dos presos, que também participam da greve dentro da Zona 7.
Entre as manifestantes, há mulheres com idades entre 23 e 46 anos. Elas permanecem deitadas sobre colchões, com um quadro informativo próximo que registra o tempo de greve e a mensagem Liberdade para todos.
A organização aponta que a motivação central é o descumprimento de promessas feitas pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, de libertar todos os presos assim que uma lei de anistia fosse aprovada, o que estaria previsto para ocorrer até sexta-feira.
No fim de semana, o presidente do parlamento informou a libertação de 17 detidos na Zona 7. A decisão ocorre em meio a discussões sobre a concessão de anistia, em um momento político descrito pela presidente Delcy Rodríguez como novo ciclo político.
A narrativa se desenha em um cenário de tensões entre o governo e a oposição, com mudanças institucionais recentes e impactos sobre as decisões de libertação. As informações são acompanhadas por organizações de direitos humanos e fontes oficiais locais.
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