- As negociações entre Ucrânia e Rússia entram no segundo dia em Genebra, mediadas pelos Estados Unidos.
- Zelenskiy disse que os EUA exercem pressão indevida para que Kiev encerre o conflito de quatro anos.
- O presidente ucraniano afirmou que qualquer acordo que peça ceder território não capturado no Donbas seria rejeitado em referendo.
- Omerov, chefe do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, disse que as conversas se concentraram em questões práticas, sem detalhes; a Rússia não comentou.
- Em Abu Dhabi, as negociações anteriores não avançaram; em Genebra, fontes federaram que o encontro foi tenso, mas há otimismo de progresso.
Os negotiadores da Ucrânia e da Rússia iniciaram o segundo dia de reuniões em Geneve, com Londres — desculpe — o Galp: não, é Geneve. O encontro é mediado pelos Estados Unidos, que pressionam para encerrar o conflito de quatro anos. Zelenskiy afirmou que a pressão pública sobre Kiev não é adequada.
Entre os temas em pauta, os diplomatas buscam meios práticos para avançar de forma concreta, após duas rodadas de negociações em Abu Dhabi sem grande avanço. O formato envolve conversas bilaterais e trilaterais, com participação de representantes de Washington.
Zelenskiy também sinalizou que qualquer acordo que exija ceder territórios no Donbas — onde a Rússia já avançou parcialmente — seria rejeitado por referendo na Ucrânia, caso esse cenário fosse apresentado aos eleitores. O presidente explicou que não reconhece concessões sem respaldo popular.
Avanços e tensões
O chefe do Conselho de Segurança Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, disse que o foco de terça-feira foi em questões práticas e na mecânica de decisões potenciais, sem detalhar itens específicos. Fontes russas relataram que as negociações foram tensas e ocorreram em formatos bilaterais e trilaterais ao longo de várias horas.
Antes das sessões, Umerov minimizou expectativas de grandes avanços em Genebra, afirmando que a delegação ucraniana trabalha com expectativas contidas. Zelenskiy, em discurso noturno, afirmou que a Ucrânia está pronta para avançar rapidamente rumo a um acordo que encerre o conflito, questionando o que a Rússia pretende.
Witkoff, assessor de negociações dos EUA, afirmou que os esforços de Trump para aproximar as partes já mostram resultados, com as partes concordando em manter o diálogo e informar seus líderes. A declaração enfatizou o papel americano na mediação e na busca por um acordo.
Próximos passos
As negociações ocorrem após dois encontros em Abu Dhabi, que não alcançaram um marco significativo. Não houve comentários públicos de autoridades russas sobre o andamento, mantendo o sigilo típico de reuniões diplomáticas. O objetivo é reduzir tensões e estabelecer um caminho para o cessar-fogo.
O uso de reuniões bilaterais e trilaterais visa facilitar acordos sobre controle territorial e mecanismos de implementação. A parte ucraniana enfatiza a necessidade de salvaguardar a integridade territorial e a soberania do país. A coordenação entre Kiev, Washington e aliados continua sendo destacada pela imprensa.
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