- Ministros de cooperação nórdica se reúnem em Dinamarca para discutir elevar Greenland, Ilhas Faroe e Aland a status igual no fórum nórdico.
- A ideia envolve atualizar o Tratado de Helsinque, criado em 1962, para ampliar direitos dessas regiões autônomas.
- Greenland concorda em participar da criação de uma comissão para atualizar o acordo, segundo a ministra das Relações Exteriores, Vivian Motzfeldt.
- As regiões autônomas buscam formalizar esse status há décadas, o que levou Greenland a boicotar encontros de segurança no passado.
- O diálogo ocorre após a pressão dos Estados Unidos sobre a ilha, com Dinamarca rejeitando a demanda de transferi-la ao país.
Nordic region seeks deeper ties with Greenland after Trump threats
Nordic ministros de governo se reúnem em Copenhague para discutir elevar Greenland e outras duas regiões autônomas a status igual na esfera regional, ampliando a cooperação após a postura do ex-presidente dos EUA sobre o Ártico.
O objetivo é atualizar o Tratado de Cooperação Nórdica, assinado em 1962 por Finlândia, Suécia, Dinamarca, Islândia e Noruega, para incluir Greenland e as Ilhas Faroe, além de Åland, como membros plenos do fórum nórdico.
A reunião, marcada para quarta-feira, ocorre em meio a tensões diplomáticas provocadas pelas tentativas de Washington de influenciar a relação com Greenland, cuja independência completa é debatida pela população local há anos.
A Dinamarca, que governa Greenland e as Ilhas Faroe, anunciou a criação de uma comissão para revisar o tratado, com a participação de Nuuk e Helsinki, visando deixar claro que o diálogo é multilateral.
Greenland participa ativamente da criação da comissão, segundo o Ministério das Relações Exteriores da ilha, que vê o movimento como passo decisivo para a cooperação nórdica em termos equitativos.
O tema da atualização do tratado surge após a recusa de Dinamarca e seus parceiros europeus às propostas de entrega de Greenland aos EUA, reiterando a importância de evitar rupturas políticas na região.
Greenland, com cerca de 57 mil habitantes, tem feito avaliações sobre independência, mas milhares alertam para os riscos econômicos de depender amplamente de Copenhague e de maior exposição aos EUA.
Greenland’s Prime Minister afirmou recentemente que, em cenário de escolha entre EUA e Dinamarca, a opção seria manter a parceria com Dinamarca, reforçando o peso político da relação com o país anfitrião no contexto nordico.
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