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Vaticano não participará do ‘Board of Peace’ de Trump

Vaticano não participará da Board of Peace, iniciativa de Trump; afirma que crises devem ser tratadas pela Organização das Nações Unidas

A general view of St. Peter's Square on the day of the canonisation of seven new saints, including former Satanist-turned-Catholic Bartolo Longo, during a Mass at the Vatican, October 19, 2025.
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  • O Vaticano afirmou que não participará da iniciativa “Board of Peace” proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
  • O secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, disse que crises devem ser tratadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).
  • O Papa Leão, o primeiro papa norte‑americano, foi convidado a integrar o conselho em janeiro.
  • A iniciativa tem gerado críticas, com parte da comunidade internacional temendo um caráter colonial e sem inclusão de representantes palestinos.
  • A situação em Gaza continua marcada por violência e crises humanitárias, com múltiplas mortes e deslocamentos.

O Vaticano afirmou nesta terça-feira que não participará da iniciativa conhecida como Board of Peace, proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump. A declaração foi feita pelo cardeal Pietro Parolin, chefe da diplomacia vaticana, em Washington. Segundo ele, crises devem ser geridas pela Organização das Nações Unidas.

Parolin ressaltou que o papel do Vaticano não é participar de conselhos sobre territórios externos, mantendo a linha de atuar por meio de canais multilaterais sob a égide da ONU. O Papa Leão, primeiro pontífice norte-americano, foi convidado a integrar o Board em janeiro, mas não houve confirmação de adesão.

Contexto e fontes

O cardeal destacou que a reunião de crise deve ser coordenada pela ONU, rejeitando a participação na iniciativa do governo americano. O Vaticano continua a monitorar desdobramentos regionais por meio de sua ampla rede diplomática.

Os relatos ressaltam que a proposta de Trump gerou críticas entre especialistas que veem o modelo como uma estrutura de supervisão externa. Países têm reagido com cautela, com aliados ocidentais ainda reticentes.

A situação no Oriente Médio inclui o conflito em Gaza, com cessar-fogo repetidamente violado e dezenas de milhares de mortos ou deslocados. A violência entre Israel e militantes palestinos persiste desde outubro, gerando forte preocupação internacional.

O Vaticano mantém posição de observador permanente nas Nações Unidas e continua defendendo soluções diplomáticas para crises humanitárias. O comando da Igreja Católica enfatiza a necessidade de encaminhamentos multilaterais para guerras e conflitos.

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