- Segunda rodada de negociações mediadas pelos Estados Unidos em Genebra terminou sem avanço significativo, e os combates seguem na guerra que entrará no quinto ano na próxima semana.
- O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy afirmou que não houve acordo sobre as questões mais delicadas, acusando a Rússia de tentar prolongar o processo.
- Entre os impasses estão o status de territórios ocupados no leste da Ucrânia e a situação da usina nuclear de Zaporizhzhia, sob controle russo.
- Foram discutidos cessar-fogo e monitoramento técnico, com o canal militar descrito como construtivo, indicando alinhamento sobre como a paz poderia ser implementada se houver vontade política.
- O principal negociador russo, Vladimir Medinsky, sinalizou que novas rodadas devem ocorrer; Kyiv mantém resistência a cessões de território sem garantias de segurança ocidentais.
O ciclo mais recente de negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos entre Rússia e Ucrânia, em Genebra, terminou sem avanço significativo. O encontro ocorreu nesta terça e quarta-feira, com o conflito na Ucrânia a entrar no quinto ano na próxima semana.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou que não houve acordo sobre as questões mais sensíveis, apontando que Moscou busca prolongar o processo. Segundo ele, algumas bases foram discutidas, mas as posições permanecem distintas.
Entre os temas mais controversos, Zelenskyy citou o status de territórios ocupados no leste da Ucrânia e o destino da usina nuclear de Zaporizhzhia, que continua sob controle russo. Também destacou discussões sobre como implementar um eventual cessar-fogo.
O líder ucraniano informou que houve avanços no canal militar, considerado construtivo, com entendimento sobre monitoramento de um cessar-fogo. Ele ressaltou que o caminho para o fim da guerra depende de vontade política.
Progresso e próximos passos
O negociador-chefe russo, Vladimir Medinsky, descreveu as conversas como difíceis, porém voltadas aos negócios, e afirmou que novas rodadas devem ocorrer em breve. O encontro durou apenas duas horas, sinalizando pouco progresso.
Medinsky reconheceu que o tema do leste ucraniano tende a ser central, com Moscou exigindo cessão total de parte do território como condição para avançar. Kyiv tem rejeitado esses termos, embora Zelenskyy tenha dito estar aberto a alternativas, como retirada de tropas e zoneamento desmilitarizado.
Zelenskyy também confirmou que garantias de segurança dependem de compromissos firmes dos aliados ocidentais, incluindo os Estados Unidos, para além de qualquer cessão territorial. Nos bastidores, a administração Trump tem pressionado por garantias somente após eventuais concessões territoriais, segundo relatos.
O governo ucraniano, por sua vez, sinalizou que não permitirá uma retirada unilateral do Donbas. Zelenskyy enfatizou em entrevista recente que a população não aceitira termos que envolvam tal retirada precipitada.
Avaliações externas indicam dificuldades crescentes para recrutamento russo e ganhos limitados no terreno este ano. Enquanto isso, as operações ucranianas tinham algumas contraofensivas locais, principalmente no sul da região de Zaporizhzhia.
Analistas apontam que a disputa sobre garantias de segurança e território segue como entrave crucial. Observadores destacam que a dinâmica na arena diplomática permanece centrada em pressões políticas e militares.
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