- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que talvez haja acordo com o Irã em cerca de 10 dias, enquanto a demonstração de força dos EUA no Oriente Médio aumenta com a chegada de um segundo grupo de porta-aviões.
- O grupo de porta-aviões Lincoln já está no Mar Arábico há quase um mês; um segundo grupo liderado pelo Ford deve seguir pelo Atlântico, passando pelo estreito de Gibraltar rumo ao Mediterrâneo Oriental.
- Em Genebra, enviados dos EUA se reuniram com autoridades iranianas; o Irã prometeu responder em até duas semanas aos pedidos de abandono de enriquecimento em troca de alívio de sanções.
- Especialistas dizem que, mesmo sem o Ford, o Lincoln pode realizar dezenas de missões por dia, o que permitiria iniciar ataques a alvos militares e governamentais no Irã em uma campanha aérea, se Trump optar por isso.
- A ofensiva pode incluir alvos no complexo de Natanz (Pico de Pickaxe) e em Taleqan 2 (Parchin); autoridades e analistas observam que há grande mobilização de aeronaves e de sistemas de defesa, com foco potencial também na capacidade de mísseis balísticos do Irã.
Donald Trump disse que saberíamos em cerca de 10 dias se seria possível fechar um acordo nuclear com o Irã, enquanto a mobilização militar dos EUA no Oriente Médio aumenta com a aproximação de um segundo grupo de ataque de porta-aviões. O anúncio ocorreu durante a reunião inaugural de seu Conselho da Paz, em Washington.
O Pentágono confirmou a chegada de um segundo destacamento de porta-aviões aos arredores da região. O USS Gerald R. Ford lidera esse grupo, que deve seguir pelo Atlântico antes de atravessar o Estreito de Gibraltar em direção ao Mediterrâneo oriental. A missão envolve várias aeronaves, incluindo F-35 e F/A-18.
Outra aeronaveira já em operação é o USS Abraham Lincoln, com nove esquadrões de aeronaves. A presença dessas forças dura quase um mês no mar da Arábia, sinalizando potencial capacidade de ataque aéreo contra alvos iranianos, caso haja decisão de escalada.
Contexto estratégico
O Irã tem respondido a pressões com promessas de retomar o diálogo em duas semanas, após encontros entre diplomatas dos EUA e Irã em Genebra. As negociações visam que oIrã abandone a enrichment de urânio em troca de alívio de sanções, segundo fontes mencionadas.
Especialistas apontam que, mesmo sem o Ford, o Lincoln já poderia sustentar centenas de missões diárias de bombardeio, em uma campanha aérea ampla caso Trump decida atacar. A mobilização inclui também a transferência de aeronaves para bases na região.
Movimentação de inteligência e defesa
Observadores destacam a atuação de seis aeronaves E-3 Sentry Awacs, responsáveis pelo comando e controle em tempo real, deslocadas para a Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita. A logística envolve forças americanas em pontos estratégicos para cobrir eventual resposta iraniana.
Diante do acúmulo, há dúvidas sobre o objetivo final da operação militar. Analistas apontam que a presença de meios aéreos e navais amplia o leque de ações, indo além de objetivos contra figuras-chave do regime iraniano.
A avaliação de especialistas aponta que a resposta iraniana pode incluir ataques a bases no Oriente Médio ou a navios da região. O Irã já havia ameaçado responder a qualquer agressão com ações contra embarcações estrangeiras.
Situações medidas e desdobramentos
Observadores ressaltam que a defesa antimísseis norte-americana tem sido reforçada na região, com a instalação de sistemas Patriot em bases como Al-Udeid, no Qatar, para conter eventuais ataques. Navios próximos à Cyprus também podem interceptar mísseis.
Em relação ao programa nuclear, analistas destacam que, segundo avaliações anteriores, o Irã mostrava capacidade limitada de enriquecer urânio com gestões técnicas degradadas após conflitos anteriores. A incerteza permanece sobre estoques de urânio de alto enriquecimento.
A situação envolve ainda o papel de aliados regionais, incluindo Israel, que pressiona para que Washington foque no programa de mísseis balísticos iranianos, considerado uma ameaça significativa. As operações ocorrem em meio a tensões já elevadas na região.
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