- França disse estar surpresa com a presença de uma comissária da Comissão Europeia no Board of Peace, em Washington, afirmando que a comissão não tem mandato para representar os Estados-membros.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores afirmou que, para Paris, o Board de Paz precisa se recentrar no Gaza, em linha com resoluções da ONU, e que, até esse ajuste, a França não participará.
- A comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, participa como observadora, defendendo ação coordenada e resultados para o povo palestino.
- Países europeus estão divididos sobre a participação; Reino Unido e Alemanha enviaram embaixadores, enquanto a França ficou sem representação.
- A reunião é conduzida pelo presidente dos Estados Unidos, com mais de 45 nações presentes, e há preocupações sobre o mandato e a credibilidade da iniciativa.
A França disse nesta quinta-feira estar surpresa com a participação de um comissário da Comissão Europeia no Board of Peace, em Washington, alegando que o bloco não tem mandato para representar os Estados-membros. Paris afirma que o Board precisa se realinhar ao foco da Gaza, conforme resolução do Conselho de Segurança da ONU, e que não participará até que haja clareza nesse ponto.
Segundo o governo francês, não houve autorização do Conselho da União Europeia para a presença da Comissão. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Pascal Confavreux, afirmou que a participação não é respaldada pelo mandato comunitário.
O anúncio ocorre em meio à primeira reunião do Board of Peace, presidida pelo presidente dos EUA, com a expectativa de a participação envolver representantes de mais de 45 países. A maior parte dos governos europeus tem enviado representantes em caráter observador.
Posição da Comissão Europeia
A Comissão Europeia informou que Dubravka Suica, comissária responsável pelo Mediterrâneo, participa como observadora. A delegate busca promover cessar-fogo e apoiar a recuperação de Gaza, segundo a instituição.
Diversos Estados-membros expressaram dúvidas sobre o mandato da Comissão para decidir sobre a participação sem aprovação dos seus capitais. Diplomatas questionaram se a EC pode agir sem consentimento interno dos países.
O posicionamento de Suica enfatiza que a presença busca ações coordenadas, governança responsável e resultados tangíveis para o povo palestino. Mesmo assim, a participação gerou críticas sobre instrumentalização e credibilidade da iniciativa frente ao direito internacional.
Entre na conversa da comunidade