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Irmão do rei Charles aparece em arquivos de Epstein

Andrew Mountbatten-Windsor, o duque de York, é preso por suspeita de uso indevido de cargo público ao enviar documentos confidenciais a Epstein; liberado no mesmo dia

Andrew Mountbatten-Windsor rides a horse in Windsor Great Park, near Royal Lodge, in Windsor, Britain, February 2, 2026. REUTERS/Toby Melville/File Photo
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  • Andrew Mountbatten-Windsor foi preso, na quinta-feira, sob suspeita de abuso de poder público por ter encaminhado documentos governamentais confidenciais a Jeffrey Epstein; ele foi liberado no mesmo dia e ainda não foi acusado.
  • a prisão ocorreu após a divulgação de milhões de documentos ligados a Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que expõem vínculos entre Epstein e figuras políticas e empresariais proeminentes.
  • o ex-príncipe, de 66 anos, já teve seus títulos reais retirados e foi afastado de sua mansão devido ao relacionamento com Epstein; em 2022 ele resolveu uma ação civil movida por uma das vítimas de Epstein, sem admitir culpa.
  • Andrew nega qualquer crime e afirmou ter vergonha da amizade com Epstein; seu escritório não comentou após a prisão.
  • os documentos sugerem que, em 2010, enquanto atuava como enviado comercial, Mountbatten-Windsor encaminhou relatórios oficiais e outros materiais confidenciais a Epstein, além de tratar de oportunidades de investimento e assuntos financeiros envolvendo terceiros.

O duque de Kent, Andrew Mountbatten-Windsor, irmão mais novo do rei Charles III, foi detido na quinta-feira sob suspeita de má conduta em serviço público. A investigação envolve a suposta prática de encaminhar documentos governamentais confidenciais para Jeffrey Epstein, o financista condenado efalecido. Andrew foi liberado no mesmo dia e não há acusação formal.

A prisão coincide com a divulgação de milhões de documentos ligados a Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA. As informações expõem laços próximos entre Epstein e figuras políticas e empresariais de destaque, conforme apurou a imprensa internacional.

Andrew, de 66 anos, já teve seus títulos reais retirados e perdeu a posse em seu palácio devido a relações sociais e comerciais com Epstein. Em 2022, ele fechou um processo civil movido por uma vítima de Epstein; o acordo não implicou reconhecimento de culpa, e a detenção não está ligada a essas acusações.

Documentos internos e evidências

Emails divulgados pelos EUA mostram que Mountbatten-Windsor encaminhou documentos oficiais a Epstein em 2010, quando atuava como enviado comercial. Relatórios de visitas ao Vietnã, Cingapura, Hong Kong e Shenzhen foram enviados ao privado apenas minutos depois de recebidos do palácio.

Outra mensagem de 2010 aponta o envio de arquivos confidenciais intitulado “Overseas Bids 301110”, recebidos do gabinete privado do príncipe. Também houve compartilhamento de informações sobre despesas de atividades comerciais e beneficência.

Há registros de um breve confidencial produzido pela equipe de reconstrução provincial doAfeganistão, discutindo oportunidades de investimento. Andrew pediu comentários a Epstein sobre o tema, segundo os documentos.

Possíveis negócios e contatos

Outros e-mails sugerem que Mountbatten-Windsor avaliava uma parceria privada com Epstein, chamada Green Park Group, ainda em 2010. Também houve discussão sobre um veículo de investimento denominado Witan Holdings e sobre acordos financeiros envolvendo Abu Dhabi e Dubai.

Mensagens tratam ainda de eventual participação de figuras de alto escalão nos Emirados Árabes, na Líbia e em projetos relacionados à China. Os documentos indicam ainda conversas sobre preparativos para viagens comerciais ao exterior.

Contexto e respostas

Andrew nega irregularidades e afirma não ter presenciado crimes sexuais atribuídos a Epstein. Seu escritório não respondeu a pedidos de comentário após a prisão, e ele não se pronunciou publicamente desde a divulgação dos arquivos.

A investigação ocorre em meio à ampla liberação de documentos que expõem relações entre Epstein e diversos setores da elite. Fontes próximas ao caso destacam que as informações não comprovam crime envolvendo Andrew, mas acendem perguntas sobre o uso de documentos confidenciais.

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