- Itália, anfitriã dos Jogos de Inverno, pediu a reversão da decisão de permitir que 10 atletas russos e bielorrussos competissem com bandeiras e hinos nos Paralímpicos.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, e o ministro do Esporte, Andrea Abodi, reafirmaram a oposição e solicitaram que o Comitê Paralímpico Internacional reavalie a posição.
- O governo romano disse que sua posição acompanha a de 33 países e da Comissão Europeia, citando a violação russa da trégua e dos ideais olímpicos.
- A embaixada da Rússia na Itália classificou a posição como ofensiva; a coletiva de imprensa do presidente do CPI foi cancelada sem explicação.
- Rússia e Belarus foram banidos do Paralímpico após a invasão de 2022, mas retomaram direitos no CPI; a Ucrânia não enviará oficiais aos Paralímpicos, que começam em 6 de março.
Italy, anfitriã dos Jogos de Inverno, pediu a reversão da decisão de permitir que 10 atletas russos e bielorrussos compitam com bandeiras e instrumentos nacionais no Paralímpico do próximo mês.
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e o ministro dos Esportes, Andrea Abodi, solicitaram que o Comitê Paralímpico Internacional reveja a posição, alegando que a conduta de Moscou viola o espírito olímpico desde a invasão da Ucrânia.
O governo italiano classificou a posição do IPC como “oposição absoluta” e afirmou que o posicionamento coincide com o de 33 países e da Comissão Europeia, destacando a violação contínua do cessar fogo e dos ideais olímpicos, apoiada pela Bielorrússia.
A Embaixada da Rússia na Itália reagiu, dizendo que é inaceitável visar atletas com deficiência. Em nota publicada no Telegram, houve crítica ao tom adotado pelos dois políticos italianos.
Reação e desdobramentos
Um briefing do IPC, previsto para sexta-feira com o presidente Andrew Parsons, foi cancelado sem divulgação de motivo, conforme o site de mídia olímpica.
A Rússia e a Bielorrússia haviam sido banidas do Paralímpico após a invasão de 2022, mas recuperaram direitos plenos no IPC no voto de membros no ano passado. Federações esportivas optaram por manter proibições.
Ainda assim, Russia e Bielorrússia conseguiram recorrer à Corte Arbitral do Esporte, em dezembro, contra a federação de esqui e snowboard, obtendo apoio em parte da decisão.
Um número limitado de atletas russos e bielorrussos compete como neutros, sem bandeiras nem hinos, enquanto os comitês olímpicos de ambos os países permanecem sancionados pelo COI.
Contexto internacional
Diferentes federações manteram as bans, porém operações de neutraliades seguem em vigor neste Paralímpico de neve.
A Ucrânia informou que não enviará dirigentes ao evento, que tem início em 6 de março.
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