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Procurador francês busca homicídio em caso de ativista de extrema-direita

Procuradoria francesa solicita homicídio contra sete suspeitos no caso Quentin Deranque, elevando tensões políticas e o debate eleitoral

Thierry Dran said he had requested that the seven suspects be kept in custody to avoid any ‘disturbance to public order’. Photograph: Olivier Chassignole/AFP/Getty Images
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  • A procuradoria francesa pediu acusações de homicídio contra sete suspeitos pelo assassinato do ativista de direita Quentin Deranque, ocorrido em Lyon em 12 de fevereiro.
  • Deranque morreu de traumatismo craniano após ser agredido por pelo menos seis pessoas durante um protesto de direita.
  • Onze pessoas foram detidas; entre os suspeitos, oito são homens e três mulheres, com quatro já liberados e outros ainda procurados.
  • A investigação aponta que alguns envolvidos admitiram ter desferido golpes, mas contestaram a existência de intenção homicida; dois permanecem em silêncio.
  • O caso elevou a tensão política na França, com o governo solicitando que partidos atuem com responsabilidade e a presidente Giorgia Meloni, da Itália, responsabilizando-se pelo ocorrido e pedindo cautela frente à violência política.

Quentin Deranque, 23 anos, morreu após levar golpes na beira de um protesto de direita em Lyon, França, no dia 12 de fevereiro. A agressão ocorreu no entorno do ato, em meio a confrontos entre movimentos de esquerda e direita.

Um total de 11 pessoas foram detidas. A procuradoria pediu medidas cautelares contra sete homens, que podem responder por homicídio. Parte dos suspeitos admitiu ter participado, mas negou ter intenção homicida.

Quatro suspeitos já foram liberados; a investigação continua à procura de outros envolvidos. Entre os detidos estão dois assistentes parlamentares do deputado Raphael Arnault, da esquerda radical LFI, e um ex-estagiário.

Desdobramentos políticos

A vítima era ativista de direita. O caso ampliou tensões políticas antes de eleições municipais e da disputa presidencial de 2027. Macron criticou o que chamou de violência, pedindo limpeza de discurso entre as forças políticas.

Meloni, primeira-ministra italiana, classificou o episódio como uma ferida para a Europa. Macron respondeu que não há espaço no país para movimentos que validem a violência, pedindo responsabilidade a todos os lados.

O governo francês acompanha o caso de perto e busca evitar nova escalada de violência. O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, pediu que Arnault responda por eventuais responsabilidades se houver evidências consistentes.

A investigação continua para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de Deranque e para identificar todos os autores envolvidos no ataque.

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