- O governo do Canadá recebeu com alívio a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que anulou a maior parte dos aranceles impostos na forma da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), exceto o gravamen de vinte e cinco por cento sobre aço, alumínio e automóveis.
- A decisão não abrange os aranceles do Dia da Liberação nem os chamados “recíprocos” aplicados ao resto do mundo; permanece atrelada apenas aos aranceles da IEEPA, como os relacionados ao fentanilo.
- O ministro federal do comércio norte-americano, Dominic LeBlanc, afirmou que a decisão reforça a posição do Canadá contra os aranceles da IEEPA e que o governo vai apoiar setores ainda afetados pelos aranceles de setenta e três por cento — aplicados aos dispositivos de aço, alumínio e automóveis — com destaque para Ontario.
- O Canadá está buscando diversificar suas relações comerciais além dos Estados Unidos, com a revisão do Acordo Canadá-Estados Unidos-México (T-MEC) em andamento; se não houver acordo de renovação, começa uma contagem regressiva para a expiração em dez anos.
- Dados recentes indicam queda no comércio com os EUA: exportações canadenses caíram 5,8 por cento e as importações provenientes dos Estados Unidos caíram 2,9 por cento; o superávit com o país caiu para 81,6 bilhões de dólares, e até 2025 cerca de 76 por cento das exportações canadenses tinham destino aos EUA.
O governo do Canadá recebeu com cautela, mas satisfação, a decisão do Supremo Tribunal dos Estados Unidos que anulou a maior parte dos aranceles impostos pelo governo de Donald Trump, sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência (IEEPA). A medida não atingiu os 25% aplicados ao aço, alumínio e automóveis canadenses, nem os aranceles do Dia da Libertação.
Segundo o ministro federal do Comércio Norte-Americano, Dominic LeBlanc, a decisão reforça a posição do Canadá contra os aranceles sob a IEEPA. Em nota, ele afirmou que o veredito valida o argumento de que esses tributos são injustificados.
LeBlanc acrescentou que o Canadá continuará apoiando setores não beneficiados pela decisão, destacando que, apesar do acordo com os EUA, é preciso ajudar empresas e trabalhadores afetados pelas tarifas de 232 sobre aço, alumínio e automóveis. Ontario figura entre as regiões mais impactadas.
Os analistas observam que, mesmo com a decisão, a relação comercial permanecem tensa. Três anos de guerra tarifária exigem respostas estratégicas para reduzir a dependência do mercado americano, principalmente em setores críticos.
O governo canadense já busca diversificar relações comerciais, ampliando parcerias com México, América Latina e outras regiões. Dados de 2024 indicam queda de 5,8% nas exportações para os EUA e recuo de 2,9% nas importações, ampliando o déficit com o parceiro.
A balança comercial com os EUA encerrou 2025 com excedente de 81,6 bilhões de dólares, ante 101,3 bilhões em 2024. Ainda assim, quase 76% das exportações canadenses tinham como destino o vizinho do sul até o início de 2025.
Em meio a esse cenário, Ottawa analisa a renovação do acordo trilateral T-MEC junto a EUA e México. As partes devem sinalizar até julho se pretendem renovar por mais 16 anos, com janela para negociações adicionais depois dessa data.
Profissionais e setores produtivos são alvo de apoio governamental para mitigar impactos. O ministério enfatiza a continuidade de ações que promovam crescimento e empregos, mantendo a defesa de regras comerciais mais equilibradas.
Analistas indicam que o episódio não encerra o tema tarifário. Espera-se que Washington utilize outras ferramentas legais para manter parte dos aranceles, o que mantém a necessidade de diversificação comercial canadense no curto prazo.
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