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Ex-presidente sul-coreano Yoon pede desculpas após condenação por lei marcial

Yoon Suk Yeol pede desculpas após sentença de prisão perpétua por insurreição ligada ao decreto de lei marcial de dezembro de 2024, que durou cerca de seis horas

Former South Korean President Yoon Suk Yeol at the Seoul Central District Court, for his sentencing trial in his insurrection case, stemming from his short-lived declaration of martial law in December 2024, in Seoul, South Korea, in this screen grab provided by the Seoul Central District Court, February 19, 2026. Yonhap via REUTERS
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  • O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk Yeol pediu desculpas pela declaração de estado de emergência em dezembro de 2024, reconhecendo frustração provocada pela medida.
  • Um tribunal de Seul o condenou à prisão perpeta por orquestrar uma insurreição ao ordenar tropas para invadir o parlamento.
  • Yoon afirmou que a decisão foi “predeterminada” e classificou o veredicto como retaliação política.
  • Questionou se vale a pena recorrer, citando um ambiente em que a independência do Judiciário não estaria garantida, e pediu aos apoiadores que se unam.
  • A declaração de lei marcial durou aproximadamente seis horas e gerou protestos; um promotor chegou a buscar pena de morte, o que não ocorre na Coreia desde 1997.

O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, pediu desculpas nesta sexta-feira pelo decreto de lei marcial de dezembro de 2024. A retratação veio um dia após a Corte Central de Seul condenar Yoon à prisão perpétua por orquestrar uma insurreição. O anúncio foi feito por meio de um comunicado de seus advogados.

Segundo o texto, Yoon lamentou o que chamou de frustração e dificuldade causadas pela decretação, mas afirmou manter a sinceridade e o objetivo de suas ações. O ex-chefe de Estado defendeu que a decisão foi mal interpretada politicamente.

Yoon afirmou ainda que a verdictoria parece ter sido politicamente motivada e que, em um ambiente com dúvidas sobre a independência judicial, há pouca chance de sucesso de um recurso. Seus apoiadores foram orientados a se unir.

Veredicto e reação

A condenação ocorreu após a sentença de que Yoon subverteu a ordem constitucional ao enviar tropas para invadir o parlamento e tentar deter opositores. O caso encerra um período de intensa turbulência política e legal para o ex-presidente.

A defesa havia pedido a pena máxima de morte, porém a Coreia do Sul não executa desde 1997. Um promotor informou que houve algum remorso em relação à sentença, mas não revelou planos de recurso.

O processo apurou que a ação de Yoon, em resposta a supostas obstruções do governo pela oposição, foi apresentada como uma tentativa de salvar a nação, segundo a acusação. O desfecho envolve questões jurídicas e políticas complexas.

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