- Mais de 200 profissionais das artes assinaram uma carta aberta ao Barbican Centre, em Londres, expressando decepção com a saída de Devyani Saltzman, diretora de artes e participação, anunciada como parte de uma reorganização.
- Saltzman havia sido nomeada em 2024 e deixará o cargo em maio; o Barbican afirma que a saída ocorre durante uma fase de transformação artística e organizacional, sem substituição do posto.
- A carta critica a forma como o Barbican comunicou a decisão e pede explicação pública sobre o funcionamento do processo e o status do cargo, além de dados atualizados sobre diversidade na liderança.
- Os signatários incluem nomes como John Akomfrah, Jasleen Kaur, Isaac Julien, Graham Sheffield e Salman Rushdie; a instituição enfatiza que se trata de uma questão de relevância pública para a cidade.
- O Barbican está se preparando para uma grande renovação, com Abigail Pogson assumindo a direção executiva desde janeiro, enquanto o planejamento de ações anti-racismo continua em curso.
O grupo de mais de 200 profissionais das artes assinou uma carta aberta dirigida ao Barbican Centre, em Londres, manifestando de forma veemente decepção e preocupação com a saída de Devyani Saltzman, chefe de artes e participação. A carta aponta impactos significativos em uma instituição pública, financiada e confiada ao público do país. Saltzman deixou o cargo durante uma fase de reestruturação, com a função não sendo reaberta.
Saltzman anunciou que deixará o Barbican em maio, após ter sido nomeada em 2024. A diretora executiva central Abigail Pogson iniciou o cargo em janeiro, em meio ao fechamento para uma grande renovação prevista para o Barbican. A carta questiona a comunicação da instituição sobre a saída, clamando por transparência.
A carta enfatiza que se trata de um grande espaço cultural com responsabilidade pública e de confiança do povo. O grupo critica a mensagem do Barbican de não comentar questões de pessoal, dizendo que se trata de um tema público. A instituição afirmou que Saltzman parte após uma fase de transição artística e organizacional, sem substituir a função, envolvendo o contexto da renovação.
Os signatários solicitam explicação pública do raciocínio e do processo que levaram ao recuo da função, além de informações atualizadas sobre a diversidade na liderança e governança. Também pedem detalhes sobre como a decisão afeta metas de igualdade e anti-racismo declaradas pelo Barbican.
Segundo a carta, o Barbican já manteve um plano de ação anti-racismo concluído em 2024. O documento público cita ações como treinamento anti-racismo para funcionários, um sistema de denúncias de incidentes e um programa de patrocínio para a “Global Majority”. A carta pede, ainda, um plano de ação concreto e honesto para restaurar a confiança.
Entre os que assinam estão o escritor Salman Rushdie, o curador Ekow Eshun e a diretora adjunta do Courtauld Institute, Dorothy Price. A carta também reforça que decisões sobre liderança em instituições culturais devem ser discutidas publicamente e com participação da comunidade.
O Barbican, ao ser contactado para comentar, referiu-se à sua nota oficial para a imprensa. A instituição reiterou que não comentaria questões específicas de funcionários, mas destacou que Saltzman deixará a organização como parte de uma transição.
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