- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que avalia um ataque seletivo contra o Irã para pressionar um acordo sobre o programa nuclear.
- O Pentágono prepara grande dispositivo militar no Oriente Médio; o porta-aviões Abraham Lincoln já está na região, acompanhado por três destróieres e cerca de cinquenta aeronaves.
- Washington quer que Teerã retire o apoio a grupos radicais, limite o alcance de seus mísseis para não atingir Israel e renuncie ao enriquecimento de urânio.
- O Irã insiste que não discutirá seus mísseis balísticos e rejeita renunciar ao enriquecimento no futuro, afirmando ter direito como país signatário do Tratado de Não Proliferação.
- Trump deixou entrever que pode levar de dez a quinze dias para tomar uma decisão; fontes mencionam que o Pentágono pode ampliar ataques se necessário, com duração potencial de semanas.
Donald Trump afirmou que avalia um ataque seletivo contra o Irã para pressionar o país a aceitar um acordo sobre seu programa nuclear. A declaração ocorreu durante um café da manhã com governadores na Casa Branca. Trump disse que é possível imaginar a estratégia.
O Pentágono vem preparando um grande dispositivo militar no Oriente Médio, caso Washington decida pela ofensiva. As conversas indiretas entre EUA e Irã estão em curso, com prazo citado por Trump de até 10 a 15 dias para tomar uma decisão.
Na última rodada de negociações, em Genebra, a delegação iraniana prometeu apresentar uma proposta detalhada para aproximar posições. EUA exige que Teerã retire apoio a grupos radicais, reduza o alcance de mísseis e abandone o enriquecimento de urânio.
Desdobramentos militares e negociações
Reportagens indicam que o objetivo do ataque seria atingir poucos alvos, com a possibilidade de ampliar os golpes se não houver resultados. O plano, conforme a Reuters, pode incluir ataques a indivíduos do aparato iraniano e até tentativa de mudança de governo.
As autoridades iranianas já avisaram que responderão com força caso haja ataque. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã responderá apenas de forma recíproca, caso seja tratado com respeito.
O avanço das operações militares é acompanhado pela presença de uma força-tarefa navais nos arredores do Golfo. O porta-aviões Abraham Lincoln já está na região, acompanhado de escolta, com apoio de outros navios e dezenas de aeronaves.
Com o aumento da pressão, o Irã sustenta que mantém seu direito ao enriquecimento sob o Tratado de Não Proliferação. Teerã também não entra no tema de limitar o programa de mísseis balísticos, como propõe Washington.
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