- Kyiv afirmou que 10 pessoas foram presas, no Ucrânia e Moldávia, suspeitas de planejar assassinatos de figuras políticas sêniores sob ordens de Moscou, com pagamentos de até 100 mil dólares; 20 buscas foram feitas e evidências incluem dinheiro, armas, explosivos e comunicações com responsáveis russos; sete detidos na Ucrânia e três na Moldávia; entre os visados está Andriy Yusov.
- O procurador-geral ucraniano, Ruslan Kravchenko, disse que a operação foi realizada por uma força-tarefa de investigação conjunta entre autoridades da Ucrânia e da Moldávia.
- O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, alertou sobre a presença de 10 mil soldados norte-coreanos em território russo treinando em guerra híbrida moderna, o que ele considera extremamente perigoso.
- Em meio a isso, a Polônia deixou oficialmente a Convenção de Ottawa, abrindo a possibilidade de colocar minas antipessoares na fronteira leste em até 48 horas em caso de ameaça real, segundo o premiê Donald Tusk; o governo, porém, afirma usar apenas em situação de risco.
- Ministério da defesa dos países do grupo E5 – França, Alemanha, Itália, Polônia e Reino Unido – e aliados realizam reunião em Cracóvia para alinhar próximos passos sobre a paz, com participação de Zelenskyy e outros representantes, dias antes do quarto aniversário da agressão russa à Ucrânia.
Ukraine afirma ter desbaratado planos russos de assassinar autoridades de alto escalão
Kyiv informou nesta sexta-feira que 10 pessoas foram presas na Ucrânia e na Moldávia sob suspeita de planejar assassinatos de figuras políticas ucranianas a mando de Moscou, com pagamentos de até 100 mil dólares, segundo a AFP.
O procurador-geral ucraniano, Ruslan Kravchenko, disse que um grupo organizado foi exposto pela cooperação entre as forças de segurança dos dois países e que efetuaram 20 buscas, com apreensão de dinheiro, armas, explosivos e comunicações com interlocutores russos.
Entre os detidos na Ucrânia, sete foram capturados durante as ações, enquanto três foram detidos na Moldávia, incluindo o organizador da campanha, segundo o comunicado. Kylyiv não revelou a identidade de todos os alvos, mas citou Andriy Yusov, responsável por comunicações estratégicas das Forças Armadas da Ucrânia.
Zelenskyy alerta sobre militarização norte-coreana em território russo
O presidente Volodymyr Zelenskyy disse, em entrevista à Kyodo News, que cerca de 10 mil soldados da Coreia do Norte operam na Rússia, tornando o treinamento em guerra híbrida “extremamente perigoso”. Ele afirmou que o treinamento ocorre porque a Ucrânia tem respondido aos ataques russos.
Zelenskyy também comentou sobre as negociações de paz, dizendo que a Ucrânia está pronta para concessões reais, desde que preservem a independência e a soberania do país. O discurso foi feito em referência a potenciais caminhos para dialogar com Moscou e Washington.
Polônia deixa Convenção de Ottawa sobre minas antipessoas
Polônia anunciou oficialmente a retirada da Convenção de Ottawa, que proíbe minas antipessoas, citando a necessidade de resposta a uma postura agressiva russa. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que o país poderá pôr minas em sua fronteira leste em até 48 horas se houver ameaça real.
Autoridades destacaram que a medida só seria utilizada em cenário de ameaça concreta de agressão russa. A decisão acompanha movimentos de outros países europeus que buscam maior preparo frente a potenciais riscos.
Reunião de defesa de ministérios da E5 em Cracóvia
Defesas dos países E5 — França, Alemanha, Itália, Polônia e Reino Unido — reúnem-se em Cracóvia, com participação do ministro ucraniano Mykhailo Fedorov, da chefe da diplomacia europeia e da vice-secretária-geral da Otan. O encontro ocorre dias antes do quarto aniversário da agressão russa à Ucrânia.
Os representantes buscam coordenar próximos passos para a resposta ao conflito, incluindo possíveis caminhos de negociação com Moscou e cooperação internacional. Zelenskyy enfatizou a importância de manter a Europa engajada em eventuais negociações.
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