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Universidade dos EUA bloqueia totalmente estudantes chineses em meio à repressão de Trump

Purdue é alvo de denúncias de política não escrita que rejeita estudantes chineses, sob pressão de legisladores, enquanto outras universidades reduzem parcerias com a China

Students and faculty at Purdue say an unofficial policy is in effect to automatically reject students from China and a number of other countries.
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  • Purdue negou haver banimento de estudantes chineses, mas há relatos de uma prática não escrita de recusar alunos dessas regiões após pressão de legisladores dos EUA.
  • A suposta mudança ocorreu após uma carta da comissão especial da Câmara sobre o Partido Comunista Chinês, que pediu dados sobre estudantes chineses por alegada ameaça à segurança nacional.
  • Além de Purdue, outras instituições como a Universidade de Illinois em Urbana-Champaign e Columbia já ajustaram programas com universidades chinesas ou cancelaram acordos, seguindo esse ambiente de cautela.
  • Estudantes, docentes e ex-alunos dizem que ofertas foram rescindidas semanas depois de serem feitas, sem explicação, gerando insegurança e pedidos de clarificação por parte da comunidade acadêmica.
  • Críticos e organizações acadêmicas afirmam que tais ações podem violar princípios de mérito, igualdade e liberdade acadêmica, além de aumentar o afastamento entre EUA e instituições chinesas.

Purdue University, em Indiana, estaria adotando práticas que resultaram no cancelamento de ofertas de estudo para estudantes chineses, segundo relatos de alunos, professores e ex-alunos. A universidade nega a existência de um ban específico, afirmando que “não há proibição” formal.

Segundo relatos, ofertas de pós-graduação para estudantes de China teriam sido retiradas semanas após serem aprovadas por departamentos, sem explicação clara. Em alguns casos, alunos já haviam recusado outras propostas e assinado contratos de aluguel em Lafayette.

A tensão se intensificou após uma carta do comitê seletivo da Câmara dos EUA sobre o Partido Comunista Chinês, dirigida a Purdue e outras instituições, pedindo dados sobre estudantes chineses sob a alegação de riscos à segurança nacional. O documento foi divulgado publicamente.

Contexto institucional

Alunos, docentes e ex-alunos relatam uma suposta política informal de vetar a admissão de estudantes de países designados como “adversários” pelos EUA, incluindo China, Rússia, Irã, entre outros. A prática não foi formalizada em documentos oficiais, segundo relatos da imprensa local.

Oficiais da universidade disseram que decisões de admissões de pós-graduação são tomadas por departamentos, com a anuência final da instituição apenas formal. A imprensa regional cita relatos de docentes que afirmam não haver escrito que comprove a prática.

Pessoas próximas à comunidade acadêmica descrevem o impacto de uma atmosfera de cautela, com estudantes chineses recebendo ofertas que depois são retiradas sem explicação. Em alguns casos, os candidatos já haviam se mudado para Lafayette ou assinado compromissos.

Reações e desdobramentos

Outras instituições tiveram respostas diferentes: a Universidade de Illinois Urbana-Champaign informou que reduziria parcerias com universidades chinesas após o envio do mesmo tipo de carta. Columbia University encerrou, de forma discreta, um programa de intercâmbio com origem chinesa.

A coordenação de políticas da Purdue adotou, em junho do ano anterior, uma diretriz para restringir interações entre funcionários e países considerados adversários, embora não trate explicitamente de admissões estudantis. Ainda não há documentação pública que comprove uma norma específica contra chineses.

Especialistas observam que a escalada de medidas envolve ações administrativas e pressões políticas que afetam a cooperação acadêmica entre EUA e China. Organizações acadêmicas questionam se tais medidas violam princípios de igualdade e de acesso ao mérito.

Estudantes e pesquisadores enfatizam que a redução de intercâmbios e de oportunidades pode impactar a formação de novas gerações em relações internacionais, ciência e tecnologia. O panorama envolve mudanças em políticas migratórias e de pesquisa nos EUA.

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