- O Supremo dos Estados Unidos derrubou grande parte dos aranceles recíprocos impostos por Trump, gerando várias reações na região entre desconfiança e expectativa.
- Na China, ainda sem resposta oficial, há alguns sinais de satisfação em meio a tensões comerciais anteriores; o país se prepara para a visita de um líder americano no final de março.
- Em Singapura? Não; fora, na região, autoridades destacam que a decisão pode encorajar o multilateralismo, mas veem pouca chance de solução rápida.
- Coreia do Sul e Japão sinalizam que seus acordos comerciais com os EUA mantêm-se em grande parte estáveis, com investimentos e desonerações já combinados em vigor.
- Índia permanece estudando o veredito, enquanto o atraso e a incerteza nas tarifas continuam a impactar as relações comerciais com Washington.
En Asia, a recente decisão do Supremo dos EUA que derrubou grande parte dos aranceles recíprocos impostos por Donald Trump gera reações distintas. China, Japão, Índia e outros países acompanham o cenário, avaliando impactos e novas negociações que podem surgir.
China ainda não divulgou medidas oficiais, mas há relatos de satisfação entre algumas vozes do grande mercado asiático. A leitura comum é de que a decisão incentiva o multilateralismo, ainda que seja improvável que haja resolução rápida da disputa.
Analistas citados pela imprensa estatal ressaltam que a solução não é simples. A decisão pode exigir ajustes políticos e econômicos, além de potenciais revisões de gastos já realizados por Washington em tarifas aplicadas.
A cifra total das tarifas pagas até dezembro estaria em torno de 129 bilhões de dólares, segundo agências oficiais chinesas. A mudança judicial pode gerar novas interpretações sobre ressarcimentos, ainda sem definição formal.
A guerra comercial com a China se mantém em fase de tregua, e negociações de alto nível entre Washington e Pequim já haviam sinalizado suspensão de tarifas recíprocas por um ano. A queda de tarifas pode influenciar esse cenário, ainda que de forma gradual.
Entre os aliados da região, a Tailândia indicou que a sentença pode beneficiar suas exportações, diante da incerteza que levou a antecipações de envio de mercadorias aos EUA. O país mantém tarifa de 19% até o momento.
A Indonésia informou que buscará novas conversas com Washington para entender impactos e reajustes necessários. Malásia afirmou que seguirá diversificando relações comerciais, após ajustes anteriores que já reduziram tarifas.
Coreia do Sul avaliou que o acordo comercial com os EUA permanece, ainda que a decisão aumente a incerteza sobre exportações. Autoridades ressaltaram que as condições do acordo devem se manter na prática.
Japão mantém o tratamento acordado em relação a investimentos: partidas iniciais previstas somam até 550 bilhões de dólares, com projetos de 36 bilhões de dólares anunciados recentemente. O governo aponta continuidade desses itens para crescimento econômico.
Taiwan, em posição estratégica como produtora de chips, acompanha a evolução de perto. O governo afirmou que continuará monitorando impactos e mantendo diálogo com Washington sobre aplicações dos acordos comerciais.
A Índia, um dos países mais impactados pela escalada tarifária, informou que está estudando a decisão do Supremo. Tarifas impostas chegaram a 50% em alguns produtos, com reduções posteriores para 18% em negociações recentes.
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