- Vários países árabes e islâmicos emitiram uma declaração conjunta condenando as declarações do embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, sobre suposto direito bíblico de Israel a grande parte do Oriente Médio.
- O texto, assinado por Emirados Árabes Unidos, Egito, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Omã, Bahrain, Líbano, Síria e Estado da Palestina, além da Organização de Cooperação Islâmica, Liga Árabe e Conselho de Cooperação do Golfo, qualificou as falas de perigosas e inflamatórias e afirmou que contrariam a Carta das Nações Unidas.
- Países como Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait e Omã já tinham feito condenações isoladas, chamando as palavras de irresponsáveis, invasivas ou que ameaçam a paz e a estabilidade regional.
- A Autoridade Palestina disse, em X, que as palavras vão contra a rejeição do presidente norte‑americano à anexação da Cisjordânia; a administração egípcia reiterou que Israel não tem soberania sobre território palestiniano ocupado.
- Huckabee publicou dois posts em X para esclarecer outros temas, sem abordar a frase sobre o versículo bíblico; o presidente da Assembleia Nacional de Israel elogiou Huckabee e criticou Carlson por supostas mentiras.
Dois eixos acompanharam a repercussão de declarações associadas ao embaixador dos EUA em Israel. Em uma entrevista no podcast de Tucker Carlson, Mike Huckabee citou uma leitura bíblica que, segundo ele, reforçaria direitos israelenses sobre boa parte do Oriente Médio. A afirmação gerou críticas rápidas e amplas na região.
A oposição veio de governos árabes e islâmicos, que apresentaram uma declaração conjunta nesta semana. Assinaram o texto o Brasil? Na verdade, a lista inclui Emirados Árabes, Egito, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Turquia, Arábia Saudita, Catar, Kuwait, Omã, Bahrein, Líbano, Síria e o Estado da Palestina, além de organizações regionais como a OIC, a Liga Árabe e o GCC. O documento qualificou as falas de perigosas e inflamatórias.
O comunicado ressalta que as palavras contrariam a Carta das Nações Unidas e dificultam o esforço por desescalar o conflito em Gaza e avançar uma solução política. Acertos prévios de condenação individual também foram registrados por países da região, destacando erros de tom e impactos diplomáticos.
Entre as reações nacionais, a Arábia Saudita chamou as declarações de impulsivas, enquanto a Jordânia as descreveu como ataque à soberania regional. Kuwait e Oman enfatizaram impactos negativos para a paz e a estabilidade. O Egito reiterou que Israel não tem soberania sobre territórios palestinos ocupados, acento reiterado por autoridades locais.
Na própria região palestina, a Autoridade Palestina afirmou que as palavras contradizem posições do governo dos EUA sobre a possibilidade de anexação de áreas na Cisjordânia. Em paralelo, Huckabee publicou novas mensagens na rede social X, buscando esclarecer outros temas abordados no podcast, sem revisar o ponto principal.
Na Dinâmica institucional, o Parlamento israelense recebeu elogios de um dirigente importante por manter posição pró-Israel, mas também críticas de que houve distorção de fatos por parte do apresentador. A polêmica, iniciada entre Fox News e aliados, segue sob avaliação de analistas sobre impactos em alianças regionais.
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