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Hungria ameaça bloquear empréstimo da UE de €90 bi a Kyiv na disputa pelo petróleo

Hungria ameaça vetar empréstimo da UE de €90 bilhões a Ucrânia até reabrir o oleoduto Druzhba para petróleo russo, em meio a atrito diplomático

The Druzhba oil pipeline seen at a refinery in Hungary, whose government has threatened to block a €90bn EU loan to Ukraine until it resumes oil shipments via the pipeline.
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  • O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, ameaçou vetar o empréstimo da União Europeia de € 90 bilhões para a Ucrânia até que o gasoduto Druzhba seja reaberto para entregas russas.
  • O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjártó, confirmou a oposição ao empréstimo, dizendo que bloquear o trânsito de petróleo viola o Acordo de Associação UE-Ucrânia.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou que a Ucrânia não está perdendo a guerra e vinha avançando em contraofensivas no sul, com alegações de cerca de 300 quilômetros quadrados retomados.
  • Cinco potências militares europeias — Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Polônia — anunciaram um programa conjunto para desenvolver rapidamente drones de baixo custo (Leap), para aumentar a segurança coletiva na OTAN.
  • Drones ucranianos teriam danificado um site no sul da Rússia, na região de Udmurtia, com relatos de feridos, segundo autoridades locais.

Viktor Orbán abriu a possibilidade de veto ao empréstimo da UE de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, a menos que Kyiv reative a entrega de petróleo russo pela tubulação Druzhba. A afirmação ocorreu após denúncias de interrupção do fornecimento via Druzhba.

Orbán explicou, em publicação no Facebook, que não pode aceitar o bloqueio de óleo via Druzhba. O chanceler húngaro, Peter Szijjártó, reiterou a posição do governo, dizendo que Kyiv viola o Acordo de Associação UE-Ucrânia ao bloquear o trânsito.

O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, já havia declarado estado de emergência por suprimentos e advertiu retaliações se a tubulação não fosse reaberta. A Druzhba conecta Rússia a Eslováquia e Hungria, passando por território ucraniano.

Zelenskyy afirmou à AFP que a Ucrânia não está perdendo a guerra, citando avanços na linha sul e ressaltando que o tema envolve custos elevados. O presidente destacou que a situação exige decisões difíceis para alcançar a vitória.

O presidente ucraniano também indicou ganhos em contraofensivas, sem detalhar prazos. Comentários de analistas apontam que interrupções ligadas a quedas de serviços de comunicação podem ter influenciado o ritmo dos avanços.

Cinco potências militares europeias anunciaram o “Leap”, um programa conjunto para desenvolver drones de baixo custo. Alemanha, França, Itália, Reino Unido e Polônia buscam acelerar produção de sistemas defensivos ante drones.

Fontes dos serviços de inteligência dos EUA e Reino Unido revelaram planos de Putin para invadir a Ucrânia, segundo uma narrativa exclusiva. O material aponta divergências entre autoridades europeias sobre a previsibilidade do conflito.

Duas informações de combate registraram-se na fronteira russa: drones ucranianos teriam atingido um site no território de Udmortia, segundo o governador. Há relatos não verificados sobre alvos próximos a Votkinsk.

Paralelamente, atletas ucranianos anunciaram boicote à abertura dos Jogos Paralímpicos Milano Cortina, em Verona, em 6 de março, devido à participação de esportistas russos e bielorrussos com bandeiras próprias.

Dados da ONU indicam que mais de 5 mil mulheres e meninas foram mortas na Ucrânia desde fevereiro de 2022, com cerca de 14 mil feridas, conforme declaração de Sofia Calltorp, chefe da UN Women em Genebra.

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