- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que um rascunho de contra-proposta nuclear pode ficar pronto em dois a três dias para revisão interna.
- As negociações indiretas entre Irã e EUA, ocorridas em Genebra nesta semana, levaram a um entendimento sobre princípios, mas sem um acordo iminente.
- Washington afirmou estar avaliando ataques militares limitados contra o Irã, com opções que poderiam incluir ações contra indivíduos ou mudança de liderança, se ordenadas pelo presidente Donald Trump.
- Trump fixou um prazo de 10 a 15 dias para que Teerã chegue a um acordo, sob pena de enfrentar consequências “muito ruins” em meio ao aumento de presença militar no Oriente Médio.
- Autoridades dos EUA e do Irã indicaram que novas conversas entre as partes devem ocorrer em cerca de uma semana, enquanto a comunidade internacional acompanha o tom tenso das negociações.
Iran prepara contraproposta nuclear enquanto EUA avaliam ataques limitados, diz ministro
O ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que um rascunho de contraproposta deve ficar pronto para avaliação interna nos próximos dias após as negociações com os EUA nesta semana. O rendimento ocorre em meio a sinalizações do presidente norte-americano sobre a possibilidade de ataques limitados para pressionar acordo.
Duas fontes do governo dos EUA afirmaram à Reuters que o planejamento militar contra o Irã já está em estágio avançado, com opções que envolvem ataques a indivíduos-chave e até mudança de liderança, se ordenado pelo presidente. A tensão se intensifica diante do prazo de 10 a 15 dias imposto por Trump para que haja um acordo.
Trump disse que avalia ações militares limitadas para pressionar o Irã a fechar um acordo justo, durante entrevista na Casa Branca. Em nova coletiva, o presidente reforçou a exigência de negociação de um acordo que considere as preocupações dos EUA sobre o programa nuclear iraniano.
Desdobramentos em Genebra e consequências regionais
Em Genebra, negociações indiretas envolvendo o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o filho político de Trump, Jared Kushner, teriam deixado o Irã com entendimento sobre princípios orientadores, segundo o ministro iraniano Abbas Araqchi. Araqchi informou à MS Now que há um rascunho de contraproposta pronto para revisão de autoridades iranianas em breve, com novas conversas possíveis em cerca de uma semana.
O Irã afirmou que qualquer ação militar dificultaria a obtenção de um acordo. Críticas ao ritmo das discussões foram acompanhadas de ressalvas sobre a diferença entre população iraniana e liderança, segundo Trump, que citou números de vítimas não verificados. Entidades de monitoramento de direitos humanos no Irã indicaram números de mortos durante protestos, usados por Trump para justificar a pressão.
O chanceler iraniano confirmou que o governo divulgou uma lista de vítimas das repressões ocorridas durante as manifestações, enquanto o Irã apoia a continuidade de negociações para manter o programa nuclear sob controle e, ao mesmo tempo, reduzir sanções internacionais. Um porta-voz da Casa Branca reiterou que o objetivo é impedir que o Irã obtenha armas nucleares e capacidade de enriquecimento, sem entrar em detalhes.
Entre na conversa da comunidade