- A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu que o governo de Donald Trump extrapolou a autoridade ao impor tarifas, rebatendo a tese do presidente americano.
- O presidente Lula afirmou que o Brasil agiu com cautela para lidar com o tarifaço e que houve decisão judicial americana contrária à linha defendida por Trump.
- Lula pediu que Trump trate todos os países de forma igual, evitando uma nova Guerra Fria e buscando relações de igualdade entre as nações.
- Durante passagem pela Índia, Brasil e Índia assinaram seis memorandos de entendimento em áreas como saúde, tecnologia, pesquisa científica, comunicações e minerais críticos.
- O presidente brasileiro citou o encontro previsto com Trump em março, sinalizando que pautas incluem combate ao crime organizado, continuidade de negociações sobre produtos brasileiros afetados pelo tarifaço e a situação na América Latina, mantendo relação civilizada e respeitosa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na madrugada deste domingo que o Brasil agiu com cautela ao lidar com o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. A declaração ocorreu após a Suprema Corte dos EUA validar que o presidente extrapolou a autoridade ao ampliar tarifas sobre importações de boa parte dos parceiros comerciais.
Lula explicou que não cabe julgar decisões de outra nação, especialmente de uma corte externa, e ressaltou que o Brasil adotou postura prudente diante do tema. O presidente enfatizou a busca por relações igualitárias entre os países, sem favorecer nenhum deles.
Na ocasião, Lula estava em Nova Delhi, Índia, para a última etapa de uma viagem que também levou o presidente brasileiro a assinar seis memorandos de entendimento com autoridades indianas. Os acordos cobriram áreas como saúde, tecnologia, pesquisa e comunicações, além de um documento inédito sobre minerais críticos e terras raras.
Panos de fundo da viagem
Durante a coletiva, o presidente citou a expectativa de que a decisão dos EUA favoreça relações mais estáveis entre as nações. Ele afirmou que não pretende uma nova Guerra Fria nem tratamento privilegiado para nenhum país, defendendo uma conduta de igualdade nas relações internacionais.
Lula confirmou ainda o encontro com Trump previsto para março. O objetivo, segundo ele, envolve pautas amplas além de minerais críticos, cobrindo temas variados na relação bilateral. O tom do encontro, segundo a presidência brasileira, deve ser de negociação aberta.
Agenda de encontros e próximos passos
Fontes da diplomacia brasileira indicaram que três temas devem liderar a reunião: combate ao crime organizado, continuidade das negociações sobre produtos brasileiros afetados pelo tarifaço e a situação na América Latina. A expectativa é de reforçar a cooperação entre Brasil e EUA.
Em Nova Delhi, o anfitrião Brasil também acompanhou as negociações com a Índia, ressaltando o fortalecimento de laços comerciais e tecnológicos. A agenda contempla cooperação em setores estratégicos e a ampliação de parcerias bilaterais entre as duas nações.
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