- Lula deixou a Índia neste domingo com destino à Coreia do Sul para uma visita de estado, a convite do governo sul-coreano, prevista para começar na segunda-feira.
- Esta é a terceira viagem do presidente à Coreia do Sul, e sinaliza maior peso político, econômico e diplomático entre os dois países.
- A expectativa é que os líderes apresentem um Plano de Ação 2026-2029 para formalizar cooperação estratégica e discutir prioridades geopolíticas.
- Do lado econômico, a Coreia do Sul já anunciou cerca de US$ 8,8 bilhões em investimentos no Brasil desde 2024, e o comércio bilateral alcançou US$ 10,8 bilhões no ano passado, com superávit de US$ 174 milhões para o Brasil.
- Além de relações comerciais, há foco em cultura e cosméticos, com a K-beauty ganhando espaço no Brasil e fortalecendo os vínculos entre os dois países.
Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Índia neste domingo (22) com destino à Coreia do Sul, onde fará uma visita oficial a convite do governo sul-coreano. A agenda começa nesta segunda-feira (23) e marca a terceira viagem do presidente ao país asiático.
A viagem é vista como um passo para fortalecer as relações Brasil-Coreia do Sul, que já aconteciam desde 1959. Nesta viagem, Lula chega com o peso de uma visita de Estado, sinalizando relevância política, econômica e diplomática para os dois lados. A primeira-dama Rosângela Lula da Silva não permanece para compromissos oficiais e segue à Coreia do Sul para atividades separadas.
Acompanhando Lula, a primeira-dama sul-coreana deve se reunir com lideranças locais, incluindo a própria Janja em agenda paralela. O histórico de encontros entre Lula e o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, inclui encontros no Canadá, durante o G7, em junho, e na África do Sul, no âmbito do G20, em novembro do ano passado, segundo interlocutores do Itamaraty.
Cooperação estratégica e agenda
A viagem é descrita como confirmação do bom momento das relações bilaterais. Os dois países mantêm relações diplomáticas desde 1959 e devem discutir um Plano de Ação 2026-2029, que pretende formalizar um patamar mais estratégico de cooperação. Além disso, a conversa deve abranger áreas prioritárias e avaliações sobre o cenário geopolítico.
A estratégia brasileira prevê ampliar a presença na Ásia e abrir novos mercados, buscando diversificar parceiros comerciais. O objetivo é aumentar exportações e atrair investimentos, reduzindo dependência de parceiros tradicionais.
Comércio e investimentos
A Coreia do Sul figura como parceiro relevante para o Brasil. Desde 2024, a Coreia informou investimentos que somam cerca de US$ 8,8 bilhões no Brasil, com quase 80% destinados à indústria de transformação. O comércio bilateral somou US$ 10,8 bilhões no ano anterior, com um saldo favorável de US$ 174 milhões ao Brasil.
Entre os parceiros asiáticos, a Coreia do Sul é o quarto maior trading partner do Brasil; globalmente ocupa a 13ª posição. A expectativa é que, durante a visita, sejam avaliadas novas oportunidades para ampliar esse fluxo.
Cultura, cosméticos e inovação
Além de comércio e diplomacia, a relação cultural entre Brasil e Coreia do Sul tem ganhado expressão significativa. O interesse brasileiro por conteúdo coreano, moda, cinema e principalmente o skincare inspirado na K-beauty avançou nos últimos anos, estimulando inovação no setor de cosméticos brasileiro.
A popularização do K-pop, séries e filmes sul-coreanos tem impulsionado o interesse do público brasileiro, criando oportunidades para cooperação em áreas de cultura, beleza e tecnologia de cuidados com a pele. O governo brasileiro vê nesse movimento uma via para fortalecer laços econômicos e tecnológicos com a Coreia do Sul.
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