- A Comissão Europeia pediu aos Estados Unidos que mantenham os termos do acordo comercial entre a UE e os EUA após a decisão do Supremo Tribunal dos EUA, que derrubou as tarifas globais de Donald Trump, seguidas de novos tributos incidentais.
- A UE afirmou que Washington precisa explicar com clareza os passos que pretende tomar após a decisão judicial, mantendo a previsibilidade do comércio transatlântico.
- O acordo de 2025 previa tarifa de até 15% para a maioria dos produtos da UE, com isenções para itens como aeronaves e peças de reposição, e abriu caminho para reduzir tarifas de exportação americanas.
- A presidente da Comissão Europeia afirmou que “um acordo é um acordo” e que tarifas imprevisíveis prejudicam mercados globais, reforçando a posição de evitar aumentos adicionais.
- Maros Sefčovič, comissário europeu de Comércio, tratou do assunto com Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, e Howard Lutnick, secretário de Comércio dos EUA, nas conversas ocorridas no fim de semana.
A Comissão Europeia exigiu que os Estados Unidos mantenham os termos do acordo comercial UE-EUA, após a Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas globais de Donald Trump e ele anunciar novas sobretaxas. Bruxelas pediu clareza sobre os próximos passos.
Em comunicado, a instituição afirmou que a situação atual não permite um comércio transatlântico justo, equilibrado e mutuamente benéfico, conforme o acordo assinado no ano passado. Reforçou que um acordo válido implica tarifas não elevadas além do teto acordado.
Segundo a Comissão, o objetivo é manter a competitividade das exportações da UE e evitar volatilidade que possa abalar os mercados globais. A agência acrescentou que tarifas imprevisíveis representam risco para a confiança econômica.
A comissária de Comércio, Valéria Sefcovic, tratou do tema com o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, e com o Secretário de Comércio Howard Lutnick, no fim de semana, para alinhar a comunicação entre as partes.
Contexto do acordo anterior aponta tarifa de 15% para a maioria dos bens europeus, com exceções setoriais, além de isenções para alguns produtos como aeronaves e peças de reposição. A UE já eliminou tarifas sobre vários itens dos EUA.
A UE destacou ainda que produtos europeus devem continuar recebendo o tratamento mais competitivo, sem aumentos tarifários além do teto previamente acordado. A previsibilidade tarifária foi apresentada como base de confiança no mercado.
A Comissão reiterou que não pretende modificar o equilíbrio do acordo sem consultar membros, mantendo o diálogo com Washington para evitar uma escalada protecionista. O tema é visto como crucial para as relações comerciais entre as duas partes.
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