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Guerra com a Ucrânia foi desastre para a Rússia, afirma Poggio

Poggio classifica a guerra como desastre estratégico para a Rússia, com ganhos territoriais modestos e expansão da OTAN, além de ressentimento ucraniano

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  • O cientista político Carlos Gustavo Poggio aponta que a guerra foi um desastre estratégico para a Rússia, mesmo com avanços territoriais recentes.
  • Estima-se que, incluindo a Crimeia, a Rússia controle hoje cerca de 20% do território ucraniano; sem a Crimeia, o ganho fica entre 12% e 15%.
  • Os maiores ganhos ocorreram no primeiro ano do conflito; nos dois anos seguintes, os avanços russos foram modestos e a guerra ficou praticamente paralisada.
  • As perdas humanas e materiais são pesadas: mais de um milhão de baixas russas, com cerca de 300 mil mortos, além de danos e navios afundados.
  • Entre as consequências estratégicas, Poggio destaca o ressentimento e o nacionalismo ucraniano, a expansão da OTAN com Suécia e Finlândia e o aumento dos gastos europeus com defesa; a única possível “vitoria” para Putin seria pelo viés de influência de Donald Trump.

O conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura quatro anos, é visto como um desastre estratégico para o governo russo, mesmo com avanços territoriais recentes anunciados por Moscou. A avaliação é de Carlos Gustavo Poggio, professor de Ciência Política do Berea College, feita durante participação no programa WW.

Segundo Poggio, o território ucraniano sob controle russo, incluindo a Crimeia, corresponde a cerca de 20% do país. Desconsiderando a península, o ganho fica entre 12% e 15% do território conquistado em quatro anos de guerra. O docente ressalta que grande parte dessas vitórias ocorreu no primeiro ano do conflito.

O pesquisador afirma que os anos seguintes foram marcados por avanços modestos, com a guerra praticamente paralisada. Em sua análise, o melhor desempenho russo ocorreu a partir de 2025, quando a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos teria levado a uma tentativa de intensificar o avanço russo.

Custos humanos e materiais também foram destacados. Estimativas citadas por Poggio apontam mais de um milhão de baixas russas, contando mortos e feridos, ou cerca de 300 mil apenas entre as mortes. O ritmo de perdas seria comparável a um Afeganistão por mês, segundo o especialista, destacando ainda prejuízos materiais como navios afundados que simbolizam o poder militar russo.

Além das perdas, Poggio sinaliza consequências estratégicas negativas para a Rússia. O conflito fomentou ressentimento e nacionalismo ucraniano por décadas e acelerou a expansão da OTAN, com a entrada de países como Suécia e Finlândia, o que ampliou a fronteira da aliança em direção aos arredores russos. Essa mudança, segundo ele, elevou os gastos de defesa dos países europeus, fortalecendo o bloco que a Rússia via como ameaça.

Para Poggio, a única possibilidade de Vladimir Putin obter uma vitória estratégica estaria na influência de Donald Trump, que, segundo o analista, buscaria encerrar o conflito forçando a Ucrânia a uma rendição, o que poderia gerar ganhos estratégicos para a Rússia ao aprofundar a divisão no Ocidente. O estudo cita esse cenário como possibilidade, sem endossar ou promover conclusões.

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