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Irã afirma direito de protesto estudantil, com limites

Porta-voz iraniana diz que protestar é direito, mas com limites, em meio a novas manifestações que aumentam a pressão sobre o regime

Esta captura de vídeo, extraída de imagens geradas por usuários postadas em redes sociais e verificadas pelas equipes da AFPTV em Paris em 21 de fevereiro de 2026, mostra iranianos em confronto perto do Departamento de Engenharia Aeroespacial da Universidade Sharif, em Teerã. Enquanto alguns repetem "vergonhoso" em farsi, um cântico comum em protestos antigovernamentais, outros agitam a bandeira da República Islâmica do Irã. Estudantes iranianos entoaram slogans antigovernamentais em manifestações em memória das pessoas mortas durante uma recente onda de protestos, conforme noticiado pela mídia local e da diáspora em 21 de fevereiro de 2026, quando grupos que protestavam contra a liderança clerical se confrontaram com outros que manifestavam apoio ao governo. Foto por UGC / AFP
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  • O Irã afirma que estudantes têm direito a protestar, mas devem respeitar limites — incluindo o sagrado e a bandeira, segundo a porta-voz Fateme Mohayerani.
  • Os protestos estudantis começaram no sábado, com ações a favor e contra o governo.
  • Em alguns casos, alunos repetiram lemas dos protestos anteriores, que já resultaram em grande violência conforme ONGs.
  • Os Estados Unidos pressionam Washington para um acordo sobre o programa nuclear, com presença naval e aérea intensificada no Oriente Médio, mantendo vias diplomáticas abertas.
  • Autoridades iranianas reconhecem mais de três mil mortos; apontam que a violência foi provocada por atos terroristas fomentados por Estados Unidos e Israel; HRANA aponta mais de sete mil mortos, e uma missão de investigação vai apresentar um relatório.

Os protestos estudantis no Irã ganharam novos capítulos nesta segunda-feira, em meio a críticas do governo sobre os limites do direito de manifestação. O governo afirma que estudantes têm direito a protestar, mas devem respeitar símbolos nacionais e limites institucionais.

Os estudantes iniciaram o novo semestre letivo no sábado com mobilizações a favor e contra o governo, segundo a imprensa local. Em muitas cidades, as ruas viram vozes que repetiram velhos lemas que marcaram os protestos ocorridos nos últimos anos.

A porta-voz do governo, Fateme Mohayerani, ressaltou que existem fronteiras a proteger, citando a bandeira e o que considera valores sagrados. Ela afirmou que o descontentamento é compreensível, mas que limites devem ser observados mesmo em momentos de revolta.

Dados de organizações de direitos humanos apontam um balanço de mais de 7 mil mortos em protestos desde dezembro, com a avaliação de que o número real pode ser ainda maior. Autoridades iranianas reconhecem mais de 3 mil mortes, atribuindo os ataques a atos terroristas fomentados por Estados estrangeiros.

Mohayerani disse ainda que uma missão de investigação está analisando as causas dos protestos e apresentará um relatório sobre os fatores que impulsionaram as manifestações. A declaração ocorre no contexto de tensão externa, com pressões de potências para acordos sobre o programa nuclear.

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