- O Irã afirma que estudantes têm direito a protestar, mas devem respeitar limites — incluindo o sagrado e a bandeira, segundo a porta-voz Fateme Mohayerani.
- Os protestos estudantis começaram no sábado, com ações a favor e contra o governo.
- Em alguns casos, alunos repetiram lemas dos protestos anteriores, que já resultaram em grande violência conforme ONGs.
- Os Estados Unidos pressionam Washington para um acordo sobre o programa nuclear, com presença naval e aérea intensificada no Oriente Médio, mantendo vias diplomáticas abertas.
- Autoridades iranianas reconhecem mais de três mil mortos; apontam que a violência foi provocada por atos terroristas fomentados por Estados Unidos e Israel; HRANA aponta mais de sete mil mortos, e uma missão de investigação vai apresentar um relatório.
Os protestos estudantis no Irã ganharam novos capítulos nesta segunda-feira, em meio a críticas do governo sobre os limites do direito de manifestação. O governo afirma que estudantes têm direito a protestar, mas devem respeitar símbolos nacionais e limites institucionais.
Os estudantes iniciaram o novo semestre letivo no sábado com mobilizações a favor e contra o governo, segundo a imprensa local. Em muitas cidades, as ruas viram vozes que repetiram velhos lemas que marcaram os protestos ocorridos nos últimos anos.
A porta-voz do governo, Fateme Mohayerani, ressaltou que existem fronteiras a proteger, citando a bandeira e o que considera valores sagrados. Ela afirmou que o descontentamento é compreensível, mas que limites devem ser observados mesmo em momentos de revolta.
Dados de organizações de direitos humanos apontam um balanço de mais de 7 mil mortos em protestos desde dezembro, com a avaliação de que o número real pode ser ainda maior. Autoridades iranianas reconhecem mais de 3 mil mortes, atribuindo os ataques a atos terroristas fomentados por Estados estrangeiros.
Mohayerani disse ainda que uma missão de investigação está analisando as causas dos protestos e apresentará um relatório sobre os fatores que impulsionaram as manifestações. A declaração ocorre no contexto de tensão externa, com pressões de potências para acordos sobre o programa nuclear.
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