- A especialista da ONU sobre territórios palestinos, Francesca Albanese, denunciou ataques “tóxicos” contra ela e sua família, após pedidos de renúncia de países europeus.
- Uma carta da missão permanente de Israel em Genebra ao presidente do Conselho afirmou que ela violou o código de conduta da ONU e repetidamente compartilhou tropes antissemitas, alfinetando Albanese, que nega as acusações.
- O embaixador da França em Genebra ressaltou preocupações do ministro das Relações Exteriores com declarações “extremamente problemáticas” de um Relator Especial da ONU, sem identificá-la pelo nome.
- Albanese afirmou que as sanções dos Estados Unidos, impostas em julho, fazem parte de uma estratégia para enfraquecer mecanismos internacionais de responsabilização.
- O presidente do Conselho de Direitos Humanos da ONU, Sidharto Reza Suryodipuro, expressou preocupação com ataques pessoais a titulares de mandatos e reiterou o apoio a eles.
Francesca Albanese, especialista da ONU para os territórios palestinianos, denunciou nesta quinta-feira ataques considerados “tóxicos” que afetaram sua vida pessoal e trabalho. Diversos países europeus solicitaram sua resignação, após críticas feitas a Israel.
Apoiadores e autoridades questionaram o tom das acusações contra Albanese, que é cidadã italiana e atua como Relatora Especial sobre direitos humanos nos territórios ocupados. A ONU ainda não informou medidas adicionais sobre o caso. A denunciadora afirma sofrer danos diretos por esse conteúdo.
Os ataques ocorreram em meio a uma disputa diplomática sobre o papel de relatores especiais da ONU ao abordar o conflito israelo-palestino. Em carta de uma missão permanente, autoridades de Israel em Geneva dizem que Albanese violou o código de conduta da ONU, o que alega prejudicar a credibilidade da organização.
Reações internacionais
Diplomatas franceses manifestaram preocupação com declarações consideradas problemáticas por parte de um Relator da ONU, sem citar nomes, ressaltando a necessidade de moderação e de observância ao mandato. A presidente do Conselho de Direitos Humanos destacou a importância da independência dos mandatários.
Albanese mencionou sanções impostas pelos EUA em julho passado, classificando-as como parte de uma estratégia para enfraquecer mecanismos de responsabilização internacional. Ela afirma que as ações visam deslegitimar investigações sobre possíveis crimes em conflitos na região.
O Congresso e o Conselho de Direitos Humanos, representados por seus líderes, reiteraram apoio à independência dos responsáveis por mandatos especiais. Eles destacaram que a atuação desses trabalhadores é essencial para a credibilidade do sistema internacional de direitos humanos.
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