- O juiz do High Court de Londres autorizou que o investigador particular Gavin Burrows depose por videolink, considerado peça central do caso.
- Prince Harry e outras pessoas acusam a Associated Newspapers, dona do Daily Mail e do Mail on Sunday, de obtenção ilícita de informações há cerca de trinta anos.
- Burrows havia alegado ter realizado atividades ilegais em nome da Associated, mas mais tarde retratou as acusações, dizendo que acreditava que sua assinatura foi forjada.
- Ele afirmou não ter trabalhado para a editora, exceto uma ocasião, e disse receber pagamentos de um grupo que coleta evidências, incluindo 25,000 pounds para um livro.
- O depoimento de Burrows é visto como essencial para sustentar várias alegações contra os jornalistas do grupo; ainda não há data marcada para a audiência, com as sessões presenciais previstas até o fim de março.
O juiz do High Court de Londres autorizou que uma testemunha-chave do caso de privacidade movido por Prince Harry e outras figuras de alto perfil contra o publisher do Daily Mail preste depoimento à distância, por videolink, na quinta-feira, 26 de fevereiro. A decisão mantém a expectativa de que o testemunho possa influenciar o desfecho do processo.
Harry, o duque de Sussex, e mais seis pessoas afirmam que Associated Newspapers participou de ações de obtenção de informações de forma ilegal, incluindo invasão de privacidade e hacking de telefones, há cerca de 30 anos. A Associated Newspapers nega as acusações; jornalistas e membros da equipe do grupo já prestaram depoimentos no início do julgamento.
Investigador privado em foco
Um dos pilares do caso é o investigador Gavin Burrows, que alegou ter realizado atividades consideradas ilegais em benefício da Associated, como hacking de telefones e obtenção de prontuários médicos. As declarações apresentadas por Burrows em 2021 são centrais para as acusações, segundo os requerentes.
Burrows posteriormente retractou parte das alegações, afirmando acreditar que a declaração feita aos advogados de Harry era substancialmente falsa e que pode ter havido adulteração de assinatura. Disse ainda que não trabalhou para a editora, exceto em uma ocasião, e que recebia pagamentos de uma equipe que coletava evidências para os requerentes, incluindo 25 mil libras por um livro.
O investigador mora atualmente em local não divulgado, fora do Reino Unido desde maio do ano passado. Ele não compareceria pessoalmente ao tribunal por questões de saúde e por alegadas ameaças que tem recebido, o que motivou a defesa para contestar a oitiva presencial.
Situação processual
O juiz Matthew Nicklin rejeitou as preocupações de advogados de Harry e autorizou Burrows a depor por videolink, destacando que o testemunho é peça central para as alegações apresentadas contra jornalistas da Associated. Não há data marcada para o depoimento remoto, e as audiências presenciais devem se encerrar até o final de março.
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