- México entrou com ação legal para impedir a casa de leilões Millon, em Paris, de vender 40 artefatos pré-colombianos considerados patrimônio nacional.
- A secretária de Cultura, Claudia Curiel, informou que procedimentos legais foram iniciados e que houve contato diplomático para a repatriação das peças.
- O Instituto Nacional de Antropología e Historia (INAH) determinou que 40 itens anunciados pela Millon são protegidos pela lei mexicana, com exportação proibida desde 1827.
- A venda está programada para sexta-feira, na exposição da coleção “Les Empires de Lumiere” (Os Impérios da Luz).
- Em 2023, o México já acionou a Millon por 83 objetos considerados parte de seu patrimônio; a casa afirmou que os lotes têm origem irrepreensível.
Mexico acionou a Justiça para impedir leilão de artefatos pré-colombianos em Paris. O governo afirma que Millon, casa de leilões, planeja vender 40 itens considerados patrimônio nacional. A ação ocorreu nesta quinta-feira, com a busca de suspensão imediata do edital de venda.
A secretária de Cultura, Claudia Curiel, informou pelas redes sociais X que o Brasil — perdão, México — tomou medidas legais cabíveis junto às autoridades competentes e acionou canais diplomáticos para a repatriação dos artefatos. A defesa do patrimônio é apresentada como obrigação do Estado.
Curiel divulgou carta dirigida à Millon, datada de terça-feira, afirmando que o Instituto Nacional de Antropologia e História INAH determinou que 40 artefatos anunciados pelo leilão são protegidos pela legislação mexicana. Segundo o texto, esses bens pertencem à Nação, são inalienáveis e sua exportação está proibida desde 1827.
Millon não respondeu à Reuters até o momento. O site da casa de leilões mostrava, na tarde desta quinta, uma mensagem indicando manutenção. Não houve confirmação sobre o estado jurídico das peças em questão.
Contexto legal e histórico
Ao longo de anos, o México busca recuperar peças de sua herança pré-colombiana mantidas em coleções privadas ao redor do mundo. Embora alguns governos tenham aceitado repatriações, muitos casos permanecem em disputas prolongadas.
Entre as peças de grande relevância está uma antiga peça tecida com fios de ouro e pedras que, segundo relatos, pertencia a um imperador asteca. A posse e o retorno dessas peças geram controvérsia entre países produtores e detentores, com argumentos sobre origem e legitimidade.
Em 2023, o governo mexicano moveu outra ação contra a Millon, envolvendo 83 objetos considerados parte do patrimônio cultural. Na ocasião, a casa de leilões afirmou que os lotes tinham origem irrepreensível e obedeciam a critérios legais franceses e às diretrizes da UNESCO.
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