- A nova rodada de negociações entre Irã e Estados Unidos em Genebra terminou com “progresos significativos” e prevê contatos técnicos na próxima semana em Viena, segundo Omã, país mediador.
- O Irã entregou aos mediadores uma proposta sobre seu programa nuclear, defendendo o enriquecimento como direito soberano e propondo suspensão temporária, sem abrir mão dos aspectos de mísseis ou da defesa.
- Washington busca não apenas o fim do programa nuclear, mas também limites ao programa de mísseis balísticos e a retirada de apoio iraniano a grupos na região, mantendo alta desconfiança entre as partes.
- A etapa pública das conversas teve pausa de mais de três horas, com participação de integrantes dos EUA em negociações paralelas entre Rússia e Ucrânia; Trump indicou que pode usar força se falharem as negociações.
- Há tensões na região com o possível aumento de ações militares; o Porta-voz de Irã disse que, em caso de ataque, o Irã poderia retaliar contra bases americanas na região.
Na reunião mais recente em Genebra, Irã e Estados Unidos encerraram a rodada de negociações com “progresos significativos”, segundo Omã, país mediador. As delegações devem manter contatos técnicos na próxima semana, em Viena, afirmou o chanceler omanense Badr al-Busaidi via X.
Al-Busaidi destacou que as negociações serão retomadas após consultas em suas capitais. A delegação iraniana foi chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Hossein Amir-Abdollahian, enquanto os norte-americanos participaram das conversas através de seus representantes técnicos.
A negociação ocorreu em duas partes, com uma pausa de mais de três horas. Durante esse intervalo, os diplomatas dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, participaram de tratativas sobre paz entre Rússia e Ucrânia, em outra frente, também em Genebra.
Na primeira etapa, Teerã apresentou aos mediadores uma proposta sobre seu programa nuclear. Segundo um alto funcionário iraniano citado pela Al Jazeera, a proposta inclui vias técnicas para demonstrar que o país não busca arma nuclear e prevê uma suspensão temporária limitada de atividades de enriquecimento.
Ainda de acordo com o alto funcionário, a proposta não aborda questões de mísseis ou defesa, rejeitando a ideia de eliminar permanentemente o enriquecimento ou desativar instalações nucleares, bem como transferir reservas de urânio.
Antes dos contatos indiretos realizados entre a delegação iraniana e a americana, havia otimismo moderado em relação aos prazos. Observava-se ainda um intervalo de 10 a 15 dias para avanços, conforme relatos da imprensa internacional.
No cenário externo, permanece o vetor de dissuasão militar norte-americana na região. O conjunto de ações inclui presença de navios de guerra e força aérea, em resposta a possíveis decisões de ataque, enquanto o Congresso e o governo avaliam próximos passos.
Analistas ressaltam que, mesmo com avanços, persiste desconfiança entre as partes. Enquanto Washington busca o fim do programa nuclear e limitações a mísseis balísticos, Teerã reivindica soberania sobre seu enriquecimento e retoma de sanções.
As manchetes destacam que o diálogo mantém-se ativo, com a expectativa de novas etapas de negociação na capital austríaca. Suscita ainda debate sobre impactos regionais, especialmente diante da situação humanitária na Faixa de Gaza e tensões existentes.
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