- O Hope Moor Wind Farm, proposto no limite das Yorkshire Dales, prevê vinte turbinas de cerca de 200 metros de altura, perto de Stang Forest entre Arkengarthdale e Teesdale.
- A desenvolvedora Fred. Olsen Renewables disse que o projeto ainda está no estágio inicial e a primeira consulta pública deve começar na primavera.
- A comunidade realizou uma reunião pública com mais de 100 pessoas, onde surgiram preocupações sobre o tamanho das turbinas, danos ao peatland por concreto e impacto na vida selvagem.
- Há receio de que as vozes locais não sejam ouvidas, já que a avaliação ficará a cargo da Planning Inspectorate, em vez de conselhos locais; um abaixo-assinado foi criado pelo Hope Moor Wind Farm Action Group.
- A empresa afirma que o parque geraria energia renovável, geraria empregos locais, financiará a gestão do peatland e o patrimônio cultural, e ressaltou o foco na participação comunitária desde o início.
A oposição ao Hope Moor Wind Farm apresentou o objetivo de “criar o máximo de barulho possível” na campanha contra o projeto, durante reunião pública realizada em Newsham. O encontro reuniu mais de 100 pessoas para discutir a proposta de instalação de 20 turbinas no entorno das Yorkshire Dales, na região próxima a Stang Forest, entre Arkengarthdale e Teesdale. A concessionária Fred. Olsen Renewables afirmou que o projeto está na fase inicial e a primeira consulta pública deve começar na primavera.
Se autorizado, o parque eólico ocuparia uma área de moor, com turbinas de cerca de 200 metros de altura. A empresa destacou que a produção geraria energia suficiente para abastecer aproximadamente 81 mil casas e negócios, a depender de avaliações técnicas futuras.
Reação da comunidade e etapas do processo
Segundo o Local Democracy Reporting Service, o encontro foi presidido pelo líder do conselho distrital de North Yorkshire, Angus Thompson, que representa a divisão North Richmondshire. Thompson afirmou que houve um grande comparecimento e que há preocupação de que a população local não seja ouvida durante o processo de avaliação, ressaltando a necessidade de proteger a área para futuras gerações.
Aos participantes, foi apresentada a possibilidade de o processo ser avaliado pela Planning Inspectorate em nível nacional, o que geraria dúvidas sobre o peso da voz local na decisão final. Também ganhou força a mobilização de oposição com uma petição criada pela Hope Moor Wind Farm Action Group, formada para contestar o empreendimento.
Ponto de vista da empresa e próximos passos
A diretora de projeto sênior da Fred. Olsen Renewables afirmou que as preocupações com sensibilidade ambiental foram consideradas desde o início. O objetivo é, segundo ela, oferecer energia renovável, apoiar empregos locais e financiar ações de conservação do moor, além de envolver comunidades e partes interessadas desde as etapas iniciais do desenvolvimento.
A executiva ressaltou que a participação da comunidade é fundamental e que a empresa pretende manter um diálogo ativo com moradores e governos locais para compreender prioridades e preocupações ao longo do planejamento. A próxima fase envolve consultas públicas adicionais e avaliações técnicas, com a expectativa de publicação de informações mais detalhadas nas próximas semanas.
Entre na conversa da comunidade