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Quase 8 mil morreram em rotas de migração em 2025, ONU estima número maior

Quase oito mil morreram ou desapareceram em rotas de migração em dois mil e vinte e cinco; cortes de financiamento dificultam acesso humanitário e o monitoramento de fatalidades

Coast guards carry bags with the bodies of drowned migrants, following a shipwreck off the tiny southern Greek island of Chrysi, in the port of Ierapetra, Crete island, Greece, December 6, 2025.
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  • A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que quase oito mil pessoas morreram ou desapareceram em rotas perigosas de migração em 2025, com subnotificação devido à queda de financiamento e de acesso humanitário.
  • A queda no número de mortes em 2025, para 7.667, reflete menos pessoas em jornadas irregulares, mas também menor acesso a informações e recursos para registrar fatalidades.
  • Rotas marítimas continuam entre as mais letais: pelo menos 2.108 mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo e 1.047 na rota atlântica em direção às Ilhas Canárias.
  • Em 2025 houve cerca de 3.000 mortes no continente asiático, com mais da metade entre afegãos, além de 922 mortes na travessia do Chifre da África, da Iêmen aos Estados do Golfo.
  • A tendência permanece em 2026, com o Mediterrâneo já registrando 606 mortes até 24 de fevereiro, segundo a OIM.

Ainda que o número de mortes ou desapareceres em rotas migratórias tenha recuado em 2025, a cruzada permanece alarmante: quase 8 mil pessoas perderam a vida ou sumiram, segundo a IOM. As rotas perigosas incluem o Mediterrâneo e o Chifre da África. O total real tende a ser ainda maior, em função do recorte de recursos que prejudica operações de vigilância e acesso humano.

A organização internacional aponta que a diminuição de tentativas de travessias irregulars, em parte, reflete queda de informações e cortes de financiamento. Tais fatores impedem o monitoramento completo das fatalidades e afetam a atuação de programas de proteção.

No quadro regional, o Atlântico próximo às Ilhas Canárias registrou 1.047 mortes ou desaparecimentos, e o Mediterrâneo teve pelo menos 2.108 vítimas em 2025. Nações da África e da Ásia também registraram números elevados, com cerca de 922 mortos no trânsito do Chifre da África.

A IOM lembra que cada queda de recursos impacta a capacidade de seguir casos e oferecer vias seguras de migração. A agência sinaliza necessidade de ampliar rotas seguras e regulares para reduzir a exposição a privações, travessias perigosas e redes de contrabando.

Segundo o relatório, 2025 também mostrou deslocamento significativo no eixo Asia, com cerca de 3.000 mortes registradas, muitas de refugiados afegãos. O estudo evidencia ainda que massas de naufrágios contribuíram para o acervo de fatalidades, principalmente entre etíopes.

Até 24 de fevereiro de 2026, as mortes no Mediterrâneo já somavam 606, indicando continuidade do risco elevado em rotas marítimas. A reportagem ressalta a continuidade do padrão de alto impacto humano nas principais vias de migração.

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