- Nurul Amin Shah Alam, 56, refugiado quase cego de Mianmar, foi encontrado morto na noite de terça-feira em uma rua no centro de Buffalo; investigadores de homicídios apuram as circunstâncias.
- Ele estava desaparecido desde 19 de fevereiro, após ser liberado de uma prisão do condado para a custódia da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos, sendo deixado em uma loja de café perto de sua residência.
- O prefeito de Buffalo, Sean Ryan, disse que a morte era evitável e resultado de decisões supostamente desumanas por autoridades de imigração.
- A Patrulha de Fronteira (CBP) afirmou que os agentes deixaram Shah Alam em uma loja de café, considerada local seguro próximo ao endereço conhecido, e que ele não demonstrou sinais de distress ou necessidades especiais.
- Shah Alam havia sido preso há cerca de um ano por um incidente que deixou vítimas entre dois policiais, foi colocado em fiança após acordo de plea e, após a libertação, o Office of the Erie County District Attorney informou sobre o acordo; o Immigration and Customs Enforcement havia emitido um detainer de imigração.
Um refugiado quase cego de Myanmar encontrado morto em Buffalo, nos EUA, após ser liberado pela U S Border Patrol. A confirmação veio nesta quarta-feira, segundo autoridades da cidade.
Nurul Amin Shah Alam, 56, estava desaparecido desde 19 de fevereiro. Ele havia sido conhecido como refugiado e estava sob custódia até ser liberado de uma prisão distrital, onde enfrentava acusações criminais resultando em acordo de plea.
De acordo com a polícia, o corpo foi localizado na noite de terça-feira em uma via do centro de Buffalo por agentes, após o homem ter sido deixado em uma cafeteria, longe de sua residência. A motivação ainda é investigada.
As autoridades policiais seguem com a investigação dos fatos. Detalhes sobre causas da morte serão apurados pela divisão de homicídios.
A prefeitura de Buffalo informou que Shah Alam era vulnerável, não falava inglês e foi deixado em local sem indicação de onde seria seguro. O caso desperta debate sobre procedimentos federais de imigração.
Segundo a Border Patrol, agentes deixaram Shah Alam em uma cafeteria próxima de seu último endereço, após constatarem que ele entrou no país como refugiado e não poderia ser deportado. A agência afirma que ofereceu carona cordial, que ele aceitou, para um local seguro.
Quem contata a família disse que o pai estava aprendendo a lidar com a língua e com a mobilidade. Shah Alam usava um objeto como bengala e não tinha leitura nem escrita, segundo relatos de familiares.
A família Shah Alam pertence à comunidade Rohingya. O filho Mohamad Faisal afirmou que a detenção anterior decorreu de um mal-entendido com a polícia, segundo mensagens enviadas pela família.
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