- Um homem identificado como Festus Arasa Omwamba, diretor de uma empresa de recrutamento, foi acusado por um tribunal do Quênia de recrutar e traficar 25 pessoas para lutar pela Rússia na guerra contra a Ucrânia.
- 22 das 25 pessoas foram resgatadas de um complexo de apartamentos em Athi River, Machakos, antes de viajar para a Rússia; três já estavam na Rússia e voltaram feridos.
- Omwamba se declarou inocente às acusações, e o tribunal ordenou que ele permaneça em custódia policial até a audiência de fiança.
- O Ministério Público e autoridades quenianas apontam que há mais de 1.700 africanos lutando pela Rússia; investigações indicam possível conluio entre agências de recrutamento e funcionários para facilitar as viagens.
- A embaixada da Rússia em Nairobi negou envolvimento em recrutamento ilegal, enquanto o Quênia informou que 27 quenianos foram resgatados na Rússia e o ministro das Relações Exteriores planeja viagem a Moscou em março para tratar do tema.
Um homem foi indiciado em Nairobi na quinta-feira por tentar recrutar e traficar 25 pessoas para lutar pela Rússia na guerra contra a Ucrânia. A acusação foi apresentada pelo Ministério Público.
Festus Arasa Omwamba, diretor de uma empresa de recrutamento, é acusado de traficar as vítimas para a Rússia com o objetivo de exploração por meio de engano, conforme a denúncia formal.
Do grupo, 22 pessoas foram resgatadas de um complexo de apartamentos em Athi River, Machakos, no mês passado, antes de partirem para a Rússia. Três que já estavam na Rússia teriam ido para as linhas de frente e retornaram feridos, segundo o MP.
Omwamba se declarou inocente durante a audiência; ele permanece sob custódia policial até a próxima audiência de fiança.
Contexto sobre recrutamento e cenário
O Ministério Público informou que, segundo dados oficiais, mais de 1.700 africanos lutam pela Rússia na Ucrânia, com uso de suposta manipulação para recrutamento.
O Serviço Nacional de Inteligência do Quênia afirmou que houve conluio entre agências de recrutamento, funcionários de aeroportos, imigração e outros setores do serviço público, além de equipes nas embaixadas russa em Nairóbi e queniana em Moscou, para facilitar as viagens.
Reação diplomática e desmentidos
A embaixada da Rússia em Nairóbi negou envolvimento na recruta ilegal de quenianos, ressaltando que estrangeiros podem alistar-se voluntariamente.
O Ministério das Relações Exteriores do Quênia informou que 27 quenianos foram resgatados após ficarem retidos na Rússia. O chanceler do país planeja visitar a Rússia em março para tratar do tema.
O tribunal determinou que Omwamba permaneça sob custódia policial até a audiência de fiança.
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