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Violência em Al-Fashir liderada pela RSF aponta genocídio, dizem nações da ONU

Países do núcleo do Sudão na ONU dizem que violência liderada pelos RSF em al-Fashir tem traços de genocídio e pode configurar crimes contra a humanidade

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  • Ministros das Relações Exteriores do grupo núcleo do Sudão, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, disseram que a violência liderada pela RSF em al-Fashir tem “características de genocídio”.
  • O grupo afirmou ainda que os ataques configuram crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
  • Os países signatários são Alemanha, Irlanda, Países Baixos, Noruega e Reino Unido, segundo comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores alemão.
  • Eles anunciaram a intenção de formar uma coalizão para evitar novas atrocidades no Sudão.

A violência promovida pelo paramilitar RSF na cidade de al-Fashir, Sudão, é descrita como apresentando sinais de genocídio. A avaliação foi feita por ministros das principais nações do grupo núcleo junto ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em uma declaração nesta quinta-feira. O texto também aponta que os ataques configuram crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Os ministros dos países Alemanha, Irlanda, Países Baixos, Noruega e Reino Unido assinam o documento. A declaração foi divulgada por meio do Ministério das Relações Exteriores alemão, durante a sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Em que contexto

A nota atribui responsabilidade ao RSF, grupo paramilitar que atua no Sudão, e reforça a gravidade dos ataques na região de al-Fashir. A leitura apresentada busca reunir apoio internacional para responder aos incidentes.

Objetivo da coalizão

Os países afirmam que pretendem formar uma coalizão para prevenir novas atrocidades no Sudão. O objetivo é coordenar medidas diplomáticas, humanitárias e, se cabível, legais, para limitar o alcance dos atos.

A declaração enfatiza ainda a necessidade de responsabilização pelos abusos e de proteção às populações civis. O grupo ministerial mantém o acompanhamento de ações do RSF e de outras partes envolvidas no conflito sudanês.

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