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Washington pressiona Síria a abandonar sistemas de telecomunicações chineses

EUA pressionam Síria a abandonar tecnologia chinesa em telecomunicações, citando riscos à segurança nacional e buscando tecnologia norte-americana ou de aliados

Syrian President Ahmed al-Sharaa attends the Ministry of Awqaf conference titled "Unity of Islamic Discourse" at the Conference Palace in Damascus, Syria, February 16, 2026. REUTERS/Khalil Ashawi/File Photo
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  • Os EUA alertaram a Síria para não depender de tecnologia chinesa em telecomunicações, citando riscos à segurança nacional.
  • A mensagem foi transmitida em reunião não divulgada, em San Francisco, entre uma equipe do Departamento de Estado norte-americano e o ministro das Comunicações sírio, Abdulsalam Haykal, na terça-feira.
  • Washington tem incentivado, de forma clara, que a Síria utilize tecnologia norte-americana ou de países aliados; ainda não ficou claro se houve promessas de apoio financeiro ou logístico.
  • A Síria disse que as decisões sobre equipamentos e infraestrutura seguem padrões técnicos e de segurança nacionais e que busca diversificar parcerias para o interesse do país; restrições de exportação americanas são citadas como entrave.
  • A infraestrutura de telecomunicações síria é fortemente dependente de tecnologia chinesa, com Huawei respondendo por mais de metade da rede da Syriatel e MTN; o país planeja atrair investimentos estrangeiros para impulsionar o setor.

Washington pressiona Síria a abandonar sistema de telecoms baseado em tecnologia chinesa

Um comitê do Departamento de Estado dos EUA informou à Síria que o uso de tecnologia chinesa em telecomunicações entra em conflito com interesses americanos e a segurança nacional. A afirmação foi feita por três fontes envolvidas nas discussões.

A reunião ocorreu de forma não divulgada em San Francisco nesta terça-feira, entre o ministro sírio das Comunicações, Abdulsalam Haykal, e a equipe norte-americana. O objetivo foi esclarecer os planos de aquisição de equipamentos chineses pelo setor.

Segundo as fontes, Damasco vem avaliando a possibilidade de adquirir tecnologia chinesa para torres de telecomunicações e infraestrutura de operadoras locais, em meio a sanções ocidentais que moldam o cenário tecnológico.

A delegação americana foi clara ao pedir esclarecimentos sobre as intenções sírias e reforçar que deve-se priorizar tecnologia americana ou de aliados em infraestrutura crítica. Não ficou patente apoio financeiro ou logístico.

#### Contexto regulatório e impactos

Alguns representantes sírios citam controles de exportação dos EUA como entrave à compra de equipamentos. A necessidade de diversificar fornecedores também foi mencionada pela parte síria.

Fontes da indústria afirmam que a Huawei responde por mais de 50% da infraestrutura da Syriatel e da MTN, as duas operadoras locais, segundo documentos consultados pela Reuters. A Huawei não comentou imediatamente o assunto.

A Síria busca atrair investimentos para recompor o setor de telecomunicações, fortemente atingido pela guerra de 14 anos. Em fevereiro, a STC, maior operadora saudita, anunciou investimento de 800 milhões de dólares para ampliar infraestrutura e conectar o país a uma rede de fibra óptica.

A pasta das Comunicações síria afirmou que decisões sobre equipamentos são tomadas conforme padrões técnicos e de segurança nacionais, priorizando a diversificação de parcerias para defender o interesse do país. O órgão destacou que as restrições americanas dificultam o acesso a tecnologias dos EUA.

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