- Polônia está cética sobre o papel da França em um eventual plano europeu de dissuasão nuclear e vê nos Estados Unidos o único parceiro nuclear confiável por enquanto.
- O assunto foi comentado pelo principal assessor de segurança do presidente, Slawomir Cenckiewicz, que pediu acompanhamento dos diálogos entre Berlim e Paris.
- Cenckiewicz ressaltou que a prioridade deve ser o programa de compartilhamento nuclear da otan, que permite que aliados sem arsenal recebam ogivas americanas.
- Ele afirmou que a doutrina francesa colocaria o controle total das armas nas mãos do presidente francês, ponto que terá leitura mais clara conforme discurso de Emmanuel Macron.
- O acordo nuclear dos Estados Unidos é visto como custo-benefício superior aos poderes europeus, com a Polônia defendendo construção própria de capacidades, se necessário, diante da ameaça russa.
Polônia mantém ceticismo em relação ao papel da França em um possível plano europeu de dissuasão nuclear e vê os Estados Unidos como único parceiro nuclear confiável no momento, segundo o principal assessor de segurança do presidente.
No início do mês, o chanceler alemão, Friedrich Merz, informou ter iniciado conversas com Paris sobre um possível guarda-nuclear continental. O primeiro-ministro Donald Tusk afirmou que também houve contatos com a França, mas pediu detalhes antes de discutir participação em qualquer programa europeu.
Enfoque e posições
Slawomir Cenckiewicz, chefe do Escritório de Segurança Nacional, afirmou que Varsóvia deve acompanhar as negociações bilateralmente entre Berlim e Paris, mantendo foco no programa de partilha nuclear da OTAN para enfrentar ameaças russas.
Segundo Cenckiewicz, a doutrina francesa envolve controle nuclear nas mãos do presidente, posição que Macron deverá esclarecer em breve. O uso de armas sob a defesa coletiva da OTAN ainda deveria depender de acordo entre os aliados.
O assessor ressaltou que os Estados Unidos continuam como parceiro nuclear mais confiável para a Polônia, dada a superioridade tecnológica e de inteligência em relação a potências europeias como França e Reino Unido.
Cenckiewicz destacou ainda que a Rússia é considerada uma ameaça existencial para a Polônia, o que orienta decisões sobre participação na partilha nuclear ou na construção de capacidades próprias.
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