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Brasil busca mais proteção para árvore nacional ameaçada; França reage

Brasil tentava elevar a proteção da árvore pau-brasileiro no CITES; França contestou e a proposta não foi adotada, mantendo a espécie no Anexo II

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  • Brasil buscava elevar a proteção do pau-branqueiro brasileiro, Paubrasilia echinata, de Apêndice II para Apêndice I na CITES, para banir o comércio internacional.
  • A ideia foi apresentada durante a reunião da CITES em Samarcanda, no Uzbequistão, no âmbito da convenção que regula o comércio de espécies ameaçadas.
  • A França, entre outros países, se opôs alegando que a espécie não estava suficientemente ameaçada e que restrições comerciais poderiam impactar economias locais e usos tradicionais.
  • Como resultado, a proposta de Brasil não foi adotada e a árvore permanece em Apêndice II, representando um revés para conservacionistas e comunidades tradicionais.

A delegação brasileira esteve em Samarcanda, Uzbequistão, em 26 de novembro, para a reunião da CITES, acordo internacional que regula o comércio de espécies ameaçadas. O objetivo era elevar a proteção do pau-brasil, árvore símbolo do país.

O pau-brasil, nativo da América do Sul, foi explorado pela extração do pigmento vermelho e pela madeira usada em instrumentos e móveis. A proposta visava encerrar o comércio internacional, elevando a espécie de Apêndice II para Apêndice I.

A ideia ganhava apoio no Brasil, que defende maior proteção para impedir desmatamento ilegal e contrabando. A finalidade é conservar as populações remanescentes e manter a herança cultural associada à árvore.

No entanto, várias nações se opuseram, entre elas a França. O governo francês argumentou que o pau-brasil não estaria suficientemente ameaçado para justificar o nível mais alto de proteção, citando impactos econômicos e usos tradicionais.

Como resultado, a proposta não foi adotada e a árvore permanece em Apêndice II. A decisão contempla ainda a viabilidade de manter atividades legais ligadas aos usos culturais e comerciais existentes.

Segundo especialistas, o resultado evidencia o desafio de equilibrar conservação, interesses econômicos e valores culturais. A cooperação internacional é destacada como essencial para avanços futuros.

A controvérsia também ressalta a necessidade de alianças entre países para alcançar metas de proteção sem prejudicar comunidades locais que dependem da madeira e do uso tradicional da espécie.

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