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EUA e Irã retomam negociações na Suíça e risco de guerra pode ser adiado

Próxima reunião em Viena deve focar nos parâmetros técnicos e no controle do enriquecimento de urânio.

Imagem: Portal Tela

Estados Unidos e Irã voltaram à mesa de negociações nesta quinta-feira (26), em Genebra, na Suíça. Os dois países concordaram em retomar o diálogo na próxima e deverão focar nos detalhes técnicos de um possível acordo nuclear. A mediação ficou a cargo do chanceler de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, que disse ter havido “progresso significativo” […]

Estados Unidos e Irã voltaram à mesa de negociações nesta quinta-feira (26), em Genebra, na Suíça. Os dois países concordaram em retomar o diálogo na próxima e deverão focar nos detalhes técnicos de um possível acordo nuclear. A mediação ficou a cargo do chanceler de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, que disse ter havido “progresso significativo” ao fim do dia, sem detalhar os pontos de convergência.

As conversas ocorreram sob um clima de ameaça aberta de escalada militar. Washington reforçou a presença naval e aérea na região e enviou um segundo grupo de ataque de porta aviões, com o USS Gerald R. Ford, para se juntar ao USS Abraham Lincoln, para ampliar a pressão sobre Teerã enquanto o impasse diplomático persiste.

Do lado americano, a delegação foi liderada pelo enviado especial Steve Witkoff e por Jared Kushner, genro de Donald Trump. Do lado iraniano, participou o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi. A rodada foi indireta, com o mediador de Omã circulando entre as delegações, e terminou sem acordo, embora os dois lados tenham sinalizado disposição para continuar negociando em Viena, na Áustria.

O governo Trump cobra garantias verificáveis de que o Irã não chegará à bomba atômica e pressiona para ampliar o escopo das tratativas, incluindo o programa de mísseis balísticos e outros temas considerados “não nucleares” por Washington. Teerã, por sua vez, sustenta que o diálogo deve se concentrar no programa nuclear e no alívio das sanções econômicas, e rejeita colocar seus mísseis na mesa.

Segundo o Washington Post, uma proposta apresentada por Teerã prevê uma pausa na maior parte do enriquecimento de urânio por três a cinco anos, mantendo apenas 1,5%  para fins médicos e de pesquisa, sob supervisão internacional. Além disso,  conversas técnicas estão se desenvolvendo com a Agência Internacional de Energia Atômica já a partir de segunda-feira, 2 de março. Em troca, o Irã quer o fim das sanções.

A discussão sobre o nível de enriquecimento é importante porque, quanto mais alto ele fica, mais perto o material chega de poder ser usado em uma arma nuclear. Para ter uma ideia, urânio perto de 90% de enriquecimento costuma ser considerado “grau armamentista”, ou seja, um patamar associado à fabricação de armas.

Ao fim do dia, Araghchi afirmou à TV estatal iraniana que houve aproximação em parte da pauta, mas que as divergências seguem em temas importantes. O próximo encontro, em

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