- A Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém autorizou a saída de pessoas do governo que não sejam de emergência, além de familiares, por riscos de segurança, e recomenda que quem puder saia hoje.
- A medida ocorre em meio à escalada com o Irã e após a reunião entre Washington e Teerã em Genebra, que não produziu avanços claros.
- A missão diplomática informou que, “em resposta a incidentes de segurança e sem aviso prévio”, viagens de funcionários e familiares a certas áreas de Israel, à Cidade Velha de Jerusalém e a Cisjordânia podem ser ainda mais restritas ou proibidas, e orienta sair de Israel enquanto houver voos comerciais disponíveis.
- Os Estados Unidos mantêm um dos maiores despliegues militares na região, com negociações sobre o programa nuclear iraniano em andamento, também sem progressos significativos até o momento.
- Diversos países já começaram a retirar dependentes do pessoal diplomático ou recomendam evitar viagens a Irã, diante da possibilidade de conflito que envolve Estados Unidos e Israel.
A Embaixada dos EUA em Jerusalém recomendou que o pessoal governamental não essencial e familiares deixem Israel nesta sexta-feira, por motivos de segurança. A medida acontece em meio a tensões com o Irã.
O alerta foi divulgado após uma comunicação do embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, que orientou quem quiser sair a fazê-lo hoje. A informação foi publicada pelo The New York Times.
A embaixada não detalhou os riscos específicos, apenas mencionou “incidentes de segurança” e a possibilidade de restrições de viagens no território israelense, na Cidade Velha de Jerusalém e em áreas da Cisjordânia.
Em Washington, está em curso um dos maiores deslocamentos militares para a região, em meio a negociações com o Irã sobre o programa nuclear. A última rodada de conversas, realizada na quinta-feira em Genebra, não produziu avanços claros.
O Irã já havia feito ameaças de retaliação caso seja atacado, elevando o temor de uma escalada que também envolve Israel. A situação regional levou outros países a repassar dependentes do pessoal diplomático e a evitar viagens ao Irã.
Desdobramentos regionais
- Países vizinhos anunciaram ajustes de segurança e orientações para suas respectivas equipes em Oriente Médio, à medida que as tensões se mantêm estáveis apenas em expectativa.
- Autores de políticas externas destacam a importância de informações oficiais para cidadãos e funcionários diante do cenário volátil na região.
- O cenário atual reforça a necessidade de coordenação entre embaixadas e ministérios de defesa sobre possíveis novas alterações de mobilidade e segurança.
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