- Carla Galeote, advogada de 25 anos e comentarista feminista online, relata abusos digitais, incluindo imagens nuas geradas por IA.
- Ela diz que o governo precisa ir além das propostas, com medidas mais rígidas para redes sociais e responsabilização criminal de executivos de plataformas.
- O projeto espanhol prevê banir menores de 16 anos das redes sociais e responsabilizar plataformas por conteúdo ilegal ou odioso.
- Galeote defende identidades rastreáveis por trás de contas pseudônimas para punir a violência digital, mantendo a proteção de usuários.
- Executivos de tecnologia criticam as propostas, apontando risco à liberdade de expressão; a ativista propõe, se necessário, ações como proibição de plataformas repetidamente violadoras em grandes mercados.
A ativista espanhola pelos direitos das mulheres Carla Galeote, de 25 anos, sofreu abusos online, incluindo imagens nude geradas por IA. Ela afirma que o compromisso do governo com a regulação das redes sociais não é suficiente e defende que contas anônimas sejam rastreáveis para coibir a violência digital. A fala ocorreu em Madrid, em 27 de fevereiro.
O contexto envolve a pressão europeia sobre as grandes empresas de tecnologia, com a mudança de foco de multas para medidas mais duras. A Espanha deseja proibir o acesso de menores de 16 anos às redes e estabelecer responsabilidade criminal para executivos de plataformas que não removam conteúdo ilegal ou de ódio.
Galeote descreve a violência online como brutal, sistêmica e contínua, dizendo que chegou a registrar que a polícia não considerou certos casos como crime. Ela critica a ideia de banir crianças das redes, classificando como paternalista, e afirma que todos os usuários precisam de proteção contra abusos digitais.
Proposta de Regulação e Reação do Setor
Empresas de tecnologia reagiram, com executivos acusando o governo de ameaçar a liberdade de expressão. Galeote sustenta que regulação e liberdade de expressão podem coexistir, e que punições mais duras devem mirar violações repetidas, não apenas multas.
Ela defende que as plataformas fiquem de fora de grandes mercados, como a União Europeia, em casos de infração persistente. Além disso, reforça a necessidade de identidades por trás de todas as contas, mantendo a possibilidade de apelidos, desde que haja uma identidade verificável associada.
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