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Meta processa por deepfakes no Brasil e na China

Meta entra com ações no Brasil e na China contra uso de deepfakes por anunciantes que imitavam celebridades para vender produtos e enganar consumidores

Mark Evenblij, fundador do DuckDuckGoose, explora em detalhes o que as tecnologias deepfake podem e não podem fazer. E o que você pode fazer para se proteger delas? Foto: Ministry of Foreign Affairs / Valerie Kuypers
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  • Meta anunciou ações judiciais contra pessoas e empresas que usam deepfakes de celebridades para vender produtos em suas plataformas, no Brasil e na China.
  • No Brasil, processou Daniel de Brites por uma suposta operação de estelionato com deepfakes de um médico para promover produtos de saúde sem aprovação regulatória, além de ele ter vendido cursos com as mesmas táticas.
  • A empresa também moveu ações contra Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por práticas semelhantes no Brasil.
  • Na China, a Meta processou a Shenzhen Yunzheng Technology, empresa que se passava por celebridades para atrair pessoas a grupos de investimento. A vietnamita Lý Văn Lâm também foi acionada por publicar anúncios fraudulentos de bolsas da marca Longchamp.
  • O médico Drauzio Varella criticou as ações, dizendo que são insuficientes diante da fraude, em entrevista ao jornal O Globo.

A Meta informou que ajuizou ações judiciais contra pessoas e empresas que utilizam imagens de celebridades com deepfakes para vender produtos em suas plataformas. A medida abrange ações no Brasil e na China, conforme o comunicado da companhia. A empresa aponta uso de deepfakes para enganar consumidores e lesar direitos de imagem.

No Brasil, a companhia processa Daniel de Brites por uma suposta operação de estelionato envolvendo deepfakes de um médico de prestígio para promover produtos de saúde sem aprovação regulatória. Também apontou Brites pela venda de cursos que ensinavam as mesmas táticas. A prática já havia sido relacionada pela imprensa em 2025, com relatos de promessas de ganhos através de anúncios falsos.

Drauzio Varella, alvo de uma das falsificações, disse à imprensa que as ações da Meta são insuficientes e acusou a prática de ser parte de uma fraude maior, envolvendo ganhos bilionários com divulgação de vídeos. Além disso, a empresa processa Vitor Lourenço de Souza e Milena Luciani Sanchez por condutas semelhantes no Brasil.

Ações no Brasil e na China

Na China, a Meta processou Shenzhen Yunzheng Technology, acusada de se passar por celebridades para atrair pessoas a grupos de investimento fraudulentos. Já no âmbito internacional, a companhia também aponta um caso envolvendo uma figura pública ligada a anúncios enganosos.

A Meta também citou a atuação de uma empresa vietnamita, Lý Văn Lâm, por veicular anúncios fraudulentos de bolsas da marca de luxo Longchamp. Em suas ações, a empresa matriz de Facebook, Instagram e WhatsApp busca responsabilizar indivíduos e organizações que exploram imagens falsas para prejudicar consumidores e marcas.

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