- A ministra colombiana de Comércio, Diana Marcela Morales, informou que pretende propor elevação das tarifas de 30% para 50% em 73 subitens tarifários de importação da Equador, como parte da escalada da disputa.
- O Equador anunciou que aumentará as tarifas sobre importações colombianas para 50% a partir de 1º de março, citando falta de cooperação no combate ao tráfico na fronteira.
- A proposta de Colombia precisa ser aprovada por um comitê governamental e pode abranger outros produtos considerados sensíveis diante das medidas adotadas pela Equador.
- O presidente equatoriano, Daniel Noboa, afirmou que a Colômbia não tem controle adequado na fronteira, o que eleva os custos de proteção e acusações de falha de fiscalização.
- O Equador também elevou em 900% a tarifa sobre o petróleo bruto colombiano transportado pelo oleoduto SOTE, o que levou a Colômbia a interromper envios.
Colômbia propõe tarifa recíproca de 50% em parte de mercadorias equatorianas após escalada de atrito comercial entre os dois países. A ministra do Comércio, Diana Marcela Morales, afirmou hoje que a medida deve valer para 73 subitens com tarifa de 30% hoje.
A proposta precisa da aprovação de um comitê governamental. Morales reforçou que outros produtos, sensíveis ao cenário imposto por Quito, podem entrar no cálculo. A intenção é ampliar as tarifas para 50% nesses itens.
Medidas reciprocas e próximos passos
Entretanto, o Governo equatoriano anunciou, na quinta-feira, aumento de tarifas sobre importações colombianas para 50% a partir de 1º de março, citando falhas de cooperação no combate ao tráfico na fronteira.
O presidente equatoriano, Daniel Noboa, afirmou que a elevação cobraria custo adicional de proteção na fronteira, estimado em quase 400 milhões de dólares por ano, segundo declarações à Rádio Centro de Quito. O país também contabiliza déficit comercial com a Colômbia.
Contexto na fronteira e ações associadas
Perto do anúncio, a Colômbia interrompeu envios de petróleo devido ao repasse de tarifas, após a escalada de medidas de Quito. Noboa informou que a cobrança já resultou na arrecadação de 13 milhões de dólares com a tarifa anterior.
As ações ocorrem em meio a acusações mútuas sobre segurança na fronteira, epicentro de atividades de tráfico de cocaína e contrabando, sem que haja consenso sobre uma solução rápida entre os dois governos.
Fontes: autoridades colombianas e equatorianas, com cobertura de correspondentes em Bogotá e Quito.
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