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Neons anti-ice de Patrick Martinez recebem visitantes na Frieze LA

Neons de Patrick Martinez na entrada da Frieze Los Angeles transmitem mensagens de protesto, conectando arte a debates sobre imigração

The artist’s bold neons take from the aesthetics of mom-and-pop storefront signage in Los Angeles Photo: Carlin Stiehl
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  • O artista Patrick Martinez instalou seis neons na entrada do Frieze Los Angeles, com mensagens como “Deport Ice” e “Nobody is illegal”.
  • Os neons fazem referência a letreiros de lojas familiares de Los Angeles, remexendo linguagem de protesto para falar diretamente aos passantes.
  • A obra de Martinez já aparece há quase uma década em formato de protesto, incluindo ações em Art Basel Miami Beach em 2022 e comentários sobre o sistema eleitoral.
  • Além do Frieze, as peças aparecem em outdoors pela cidade, em parceria com a Orange Barrel Media, e fazem parte da programação do Hammer Museum, em Made in L.A. (até 1 de março).
  • Martinez afirma que as mensagens precisam existir no mundo da arte e serem vistas pela sociedade, funcionando como ponte entre o público e as inspirações de seu trabalho.

Patrick Martinez leva protestos neon a Frieze Los Angeles

Durante Frieze LA, seis peças de neon do artista Patrick Martinez estão posicionadas na entrada da feira, exibindo mensagens como Deport Ice e Nobody is illegal, transformando linguagem de protesto em obra de arte. A intervenção acompanha protestos contra operações do ICE nos Estados Unidos no ano passado, em Los Angeles.

As lâmpadas neon reproduzem a estética de sinalização de lojas familiares de Los Angeles, como agências de impostos, casas de câmbio e casas de penhores. Martinez remixa essas frases para dialogar diretamente com quem passa, inserindo o vocabulário das manifestações no circuito artístico.

Essa abordagem de protesto em neon já faz parte de uma linha de trabalho de uma década do artista, incluindo uma mostra individual na Art Basel Miami Beach em 2022 sobre o tema do aborto e uma peça de 2016 comentando o sistema de colégio eleitoral. O foco permanece em tornar as mensagens presentes no ambiente público.

Martinez afirma que as mensagens precisam existir no mundo da arte para serem vistas e normalizadas, funcionando como ponte entre o artista e as comunidades que inspiram o trabalho. Além de Frieze LA, as obras circulam pela cidade em близ de parcerias com a Orange Barrel Media em outdoors, integrando a programação de Made in L.A. no Hammer Museum e uma mostra solo, Left in Ruins, na Charlie James Gallery, em Chinatown, aberta até 11 de abril. A exposição inclui grandes peças que reproduzem fachadas de tijolos, com signos, grafites e referências a imagens pré-coloniais, além de novos neons.

Martinez comenta, de forma geral, que há mais afinidades do que diferenças entre os americanos, e que a comunicação dessas mensagens busca unir as pessoas em meio a tempos de turbulência. A proposta é levar a arte para espaços onde ela pode dialogar com o público e com os locais que a inspiraram.

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