- O Paquistão bombardeou Cabul e outras duas províncias afegãs, ampliando o confronto com o regime talibã.
- O ministro paquistanês da Defesa, Khawaja Asif, afirmou nas redes sociais que “agora há uma guerra aberta” entre os dois países.
- O ataque marcou o fim do cessar-fogo supervisionado por Turquia e Catar, rompido após confrontos na fronteira que deixaram dezenas de mortos.
- Islamabad acusa Kabul de facilitar abrigo aos talibãs; o governo talibã nega as acusações.
- Pela primeira vez, Paquistão bombardeia instalações do governo talibã, sinalizando uma escalada que preocupa pela possibilidade de violência indireta e ataques insurgentes.
O ministro da Defesa do Paquistão afirmou nas redes sociais que houve uma guerra aberta entre Paquistão e o regime talibã do Afeganistão. A escalada ocorreu após bombardeios da semana, incluindo ataques em Kabul e em outras duas províncias afegãs. A ação marca o rompimento do cessar-fogo intermediado recentemente por Turquia e Catar.
Segundo informações oficiais paquistanesas, os bombardeios teriam sido resposta a ataques anteriores na fronteira. Kabul acusa o Paquistão de facilitar abrigo a grupos insurgentes, o que Islamabad nega. A tensão envolve também a milícia Tehrik-e-Taliban Pakistan, que atua no território paquistanês.
Na prática, o Paquistão ampliou ataques a instalações do governo talibã, um passo além de operações anteriores contra posições supostamente ligadas a insurgentes dentro do Afeganistão. O regime talibã acusa violação de soberania e adverte sobre possíveis retaliações.
Além dos confrontos fronteiriços, o Paquistão enfrenta violência interna ligada a ataques contra alvos civis, incluindo um atentado em uma mesquita chiita na capital paquistanesa que deixou dezenas de mortos. Autoridades afegãs reiteram que o conflito se desloca para além de objetivos militares na fronteira.
Contexto histórico
História de tensões entre as partes remonta a décadas, com o surgimento do Talibã paquistanês, o TTP, em 2007. A presença de insurgentes nas regiões tribais paquistanesas alimentou desconfianças mútuas e uma ofensiva militar interna de Islamabad. A mudança de poder no Afeganistão, em 2021, também contribuiu para reorganização insurgente e novas ameaças regionais.
Desdobramentos e ao redor da região
Especialistas apontam que, mesmo sem força aérea própria, o Talibã afegão pode manter ataques assimétricos e o uso de apoio logístico em áreas fronteiriças. Autoridades pedem cautela diante de potenciais novas ondas de violência, incluindo ações insurgentes e atentados em território paquistanês. Autoridades internacionais monitoram a evolução da crise.
Entre na conversa da comunidade