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Projeto de gás do Senegal enfrenta escrutínio internacional

OECD propõe mediação entre BP, Kosmos e governos sobre GTA, após queixas de pesca artesanal por poluição e vazamentos de gás

A small-scale fisherman in front of a buoy marking the boundary of his fishing zone. Image by Elodie Toto/Mongabay.
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  • Organizações locais, incluindo uma ONG e a associação de pescadores artesanais Gaadlou Guèrri, dizem que a plataforma de gás GTA, off Senegal, polui o ambiente marinho próximo a Saint‑Louis.
  • A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) pretende reunir todas as partes para mediar uma solução, com a possibilidade de avaliação adicional pelo Reator Nacional de Contato do Reino Unido (UK National Contact Point) se não houver mediação.
  • GTA é co‑desenvolvida pela BP, Kosmos Energy e pelas empresas estatais de Senegal e da Mauritânia; a produção começou em janeiro de 2025, e houve um vazamento de gás em fevereiro do mesmo ano.
  • As críticas também dizem que a avaliação ambiental e social (ESIA) da BP não analisou adequadamente os impactos no ambiente marinho e costeiro, nem definiu medidas de mitigação.
  • Em campo, foi observada queima de gás (flaring) na área; o setor pesqueiro local, crucial para a proteína animal no Senegal, pode sofrer impactos econômicos e de abastecimento.

O projeto de gás natural Grand Tortue Ahmeyim (GTA), offshore de Senegal, enfrenta escrutínio internacional após alegações de poluição apresentadas por uma ONG local e por uma associação de pescadores artesanais. O GTA, desenvolvido pela BP, Kosmos Energy e as companhias petrolíferas nacionais do Senegal e Mauritânia, passou a operar em janeiro de 2025, próximo a Saint-Louis, elevação de preocupações sobre impactos ambientais e sociais.

Os representantes da Gaadlou Guèrri, associação de pescadores, afirmam que o acesso de pescadores à área ao redor do GTA foi restringido, afetando meios de subsistência e a disponibilidade de alimento na região. A ONG local e demais grupos questionam a validade do estudo de impacto ambiental e social apresentado pela BP, alegando avaliação inadequada dos impactos marinhos e costeiros, bem como insuficiências em medidas de mitigação.

O que acontece envolve a atuação da OCDE, que informou que pretende mediar o conflito reunindo todas as partes. A organização trabalha para que haja um diálogo entre as empresas, a sociedade civil e autoridades, com a possibilidade de encaminhar a mediação caso haja recusa. A OCDE ressaltou que não é tribunal, mas pode encaminhar a avaliação de queixas para instância competente.

Quem está envolvido inclui a GTA, a BP, Kosmos Energy, as companhias estatais nacionais do Senegal e Mauritânia, Petrosen (empresa estatal senegalesa) e a Gaadlou Guèrri. Além disso, a OCDE atua como mediadora e facilitará a negociação entre as partes interessadas, buscando soluções que preservem o meio ambiente e a subsistência local.

Quando e onde: o GTA começou a produzir gás em janeiro de 2025, com incidentes de vazamento já relatados em fevereiro de 2025. O episódio ocorre a poucos quilômetros da costa de Saint-Louis, no litoral senegalês, área de grande importância pesqueira para a região.

Por quê: o conflito surge da disputa entre o desenvolvimento do gás e o impacto ambiental e social na comunidade local. Os críticos apontam riscos ambientais, posible desperdício de recursos e violações de direitos de comunidades pesqueiras que dependem do peixe como proteína majoritária na alimentação.

Mediação e próximos passos

A OCDE poderá facilitar negociações entre as partes e acompanhar a eventual adoção de medidas de mitigação. Caso alguma das partes recuse a mediação, a autoridade nacional correspondente poderá conduzir uma avaliação adicional da queixa. Fontes ligadas ao processo indicam que financiamento do projeto pode depender de resultados das próximas etapas de mediação.

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