- México realizou operação que resultou na morte de Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación, com suporte de inteligência dos Estados Unidos.
- A ação sinaliza uma mudança de postura em relação à segurança, rompendo com a linha de “abraços, não tiros” defendida pelo ex‑presidente López Obrador.
- O governo de Claudia Sheinbaum tem intensificado o combate às finanças dos cartéis, às redes logísticas e aos comandantes violentos, em um esforço para cortar o funcionamento das organizações criminosas.
- O anúncio gerou elogios dos EUA e aumentou a percepção de pressão externa por golpes mais contundentes contra o crime organizado, levantando temores de novos episódios de violência.
- Em números, as autoridades apontaram queda de cerca de 16% nos homicídios ligados ao crime organizado no país de 2024 para 2025, segundo a consultoria Lantia; a cooperação com os EUA tem sido ampliada.
Nos bastidores da segurança mexicana, a gestão de Claudia Sheinbaum sinalizou, neste fim de semana, uma mudança de curso em relação à linha de seu predecessor. A operação derrubou um dos alvos mais procurados pelo governo mexicano e seus aliados estrangeiros.
O chefe do CJNG, Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foi morto em uma ação que contou com apoio de inteligência dos Estados Unidos. A ofensiva ocorreu cerca de um ano e meio após Sheinbaum assumir a presidência, em outubro de 2024.
A administração de Sheinbaum tem enfatizado a repressão a organizações criminosas e fluxos financeiros ilícitos, adotando uma postura mais agressiva do que a de López Obrador. A operação contra El Mencho representou uma escalada significativa.
Avanços e limites da estratégia de segurança
Dados oficiais indicam que, desde a posse de Sheinbaum, homicídios ligados ao crime organizado caíram cerca de 16% no país, segundo consultorias. Entidades ligadas a segurança destacam avanços na identificação de operadores logísticos e líderes violentos.
A parceria com Washington tem aberto acesso a inteligência estratégica para ações contra redes criminosas. Autoridades mexicanas também anunciaram detenções de auxiliares de CJNG ligados a operações logísticas e suporte financeiro.
Analistas ressaltam que a remoção de uma liderança pode provocar recrudescimentos em territórios disputados e ataques a civis. Houve relatos de retaliacões em cidades após a operação contra El Mencho.
Finanças e armas: um novo foco de combate
Especialistas apontam que o principal eixo permanece o rastreio de recursos ilícitos, além de desmantelar a capacidade operacional dos grupos. A cooperação com instituições financeiras é vista como peça central da estratégia, ainda que haja espaço para ampliar condenações por lavagem de dinheiro.
A administração também enfatiza o combate ao contrabando e à origem de armas. Estudos indicam que grande parcela de armamentos apreendidos em governos recentes vem dos Estados Unidos.
Desdobramentos políticos e internacionais
Fontes oficiais sustentam que a pressão de Washington por golpes mais contundentes tem influenciado decisões domésticas. Em resposta, autoridades mexicanas reforçaram o intercâmbio de informações com parceiros estrangeiros.
Críticos alertam que ataques a líderes cartelizados podem provocar ciclos de violência e impactos civis. Especialistas destacam a necessidade de políticas que protejam a população durante períodos de confrontos intensificados.
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