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Trump sobre míssil iraniano não é corroborado pela inteligência dos EUA

Inteligência dos EUA não sustenta afirmação de Trump sobre míssil iraniano atingir EUA em breve; há avaliação de que pode levar anos para um ICBM operacional

U.S. President Donald Trump delivers the State of the Union address at the U.S. Capitol in Washington D.C.
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  • Trump afirmou na veiculação do State of the Union que a Síria… quer dizer, Irã, terá mísseis capazes de atingir os EUA, mas isso não é respaldado por relatórios de inteligência dos Estados Unidos.
  • Três fontes familiarizadas com as informações disseram que não houve mudança na avaliação não classificada de 2025 da Agência de Inteligência de Defesa, segundo a qual levaria até 2035 para o Irã desenvolver um míssil balístico intercontinental utilizável a partir de veículos de lançamento espaciais.
  • Mesmo que haja cooperação tecnológica de China ou Coreia do Norte, a produção de algo realmente no nível ICBM poderia levar até oito anos, segundo uma das fontes.
  • O Irã nega buscar um arsenal nuclear e afirma que seu programa de enriquecimento de urânio é para uso civil; autoridades iranianas reiteraram que não pretendem ampliar mísseis de longo alcance.
  • A notícia acompanha negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear de Teerã, sem sinais de avanço que reduzam a possibilidade de ataques militares dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou durante o State of the Union que a Iran poderia desenvolver em breve mísseis capazes de atingir os Estados Unidos. A afirmação não é baseada em relatórios de inteligência divulgados, segundo três fontes familiarizadas com os documentos.

Segundo as fontes, não houve mudanças no relatório de 2025 da DIA que aponta que a Iran pode levar até 2035 para criar um míssil intercontinental viável, partindo de veículos de lançamento de satélites. Mesmo assim, a possibilidade de apoio tecnológico externo não foi descartada.

Um ministro do governo iraniano negou ambições de ampliar o arsenal nuclear, destacando que o país não busca mísseis de longo alcance. A posição foi reiterada em entrevista recente, em que o ministro afirmou que os mísseis servem para defesa e dissuasão.

A situação ocorre no contexto de negociações nucleares entre EUA e Irã, com grande mobilização militar na região. Não houve sinal de avanço significativo nas tratativas, que seguem sem acordo claro para evitar ações americanas.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã reforçou que o programa de enriquecimento de urânio é para uso civil, não para armas, e que não busca uma escalada bélica. Analistas ressaltam que as tensões permanecem altas, com desdobramentos incertos.

Especialistas ouvidos pela imprensa observam que, mesmo com capacidades de lançamento de satélites, adaptar veículos para transportar ogivas nucleares envolve desafios técnicos complexos. Avaliam ainda que defesas aéreas e pressões regionais influenciam o cenário.

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