- Em 48 horas, o mediador omani Badr AlBusaidi viu as negociações entre EUA e Irã passar de progresso a consternação, conforme ataques no dia 28 de fevereiro.
- Os Estados Unidos e Israel atacaram cidades iranianas, após diversas rodadas de encontros entre representantes do governo americano e o aiatolá Ali Khamenei.
- As conversas tratavam dos limites do programa nuclear iraniano; o Irã sustenta fins pacíficos, enquanto EUA e aliados desconfiam de fins militares.
- O mediador havia informado progresso em 26 de fevereiro e afirmou que discussões técnicas ocorreriam na próxima semana em Viena, com encontros anteriores em Genebra.
- Segundo o Crescente Vermelho, a ofensiva deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos; uma escola para meninas no sul do Irã teve pelo menos 85 mortes.
O mediador dos EUA e Irã, Badr AlBusaidi, mostrou neste fim de semana uma reviravolta nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Em 48 horas, o otimizador de contatos passou de esperança de paz a consternação, após ataques militares.
As negociações incluíram encontros entre representantes do governo americano e do líder iraniano, com o papel de mediador de Omã. As conversas aconteceram entre Genebra, Viena e contatos diretos com Washington.
Em 22 de fevereiro, o mediador anunciou reunião em Genebra para 26 de fevereiro, com posição de impulso para avançar no acordo. Três dias depois, falou em progresso significativo.
No dia 27, Albusaidi divulgou foto com o vice-presidente dos EUA, destacando avanços e boa vontade para novos passos. Também compartilhou entrevista à CBS News para esclarecer a condução do acordo.
No dia 28, após sinalizações de progresso, o mediador disse estar consternado. Afirmou que as negociações ativas foram prejudicadas e pediu aos EUA que não se deixem arrastar.
A ofensiva militar dos EUA e de Israel sobre cidades iranianas deixou ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos, segundo o Crescente Vermelho. Entre as vítimas, pelo menos 85 alunas morreram em uma escola no sul do Irã.
O estreito de Ormuz, estratégico para o petróleo global, voltou a receber atenção dos analistas. Analistas temem que o Irã possa bloquear o estreito, elevando o preço do petróleo.
Atores e impactos
Badr AlBusaidi atua como mediador externo entre as partes. A imprensa acompanhou seus relatos e confirmações sobre o andamento das negociações. O governo de Omã é visto como facilitador nas rodadas.
As informações sobre o andamento das negociações foram divulgadas por meio do perfil do mediador, que utiliza redes sociais para atualizações. As declarações oficiais não detalham termos do possível acordo.
Contexto e próximos passos
Historicamente, o Irã defende fins civis do programa nuclear, enquanto EUA e aliados acusam objetivos militares. Em 2015, o acordo foi assinado, mas foi abandonado por Washington em 2018. O grupo discute novas propostas.
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