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Irã e EUA: quase 50 anos de relações conflituosas

Conflitos entre Irã e Estados Unidos se agravam em 2026, com ataques e operações de grande envergadura, ampliando tensões na região

Manifestantes iranianos anti-Estados Unidos queimam bandeira norte-americana no dia 03 de janeiro de 2020, após a morte do general Qasem Soleimani.
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  • Relações entre Irã e Estados Unidos são conflituosas desde a Revolução Islâmica de 1979, com a tomada da embaixada dos EUA em Teerã e 52 reféns por 444 dias; as relações diplomáticas foram rompidas em 1980.
  • Em 1995, os EUA impuseram embargo total ao Irã; em 2002 o país foi incluído no “eixo do mal”; em 2019 a Guarda Revolucionária iraniana foi incluída na lista de organizações terroristas estrangeiras.
  • O acordo de Viena de 2015 visava impedir o Irã de obter armas nucleares; em 2018, o presidente Donald Trump retirou os EUA do pacto e intensificou sanções; o Irã começou a deixar de cumprir obrigações em 2019 e o acordo expirou com sanções restabelecidas pela ONU em 2025.
  • Em 3 de janeiro de 2020, o general Qassem Soleimani foi morto em bombardeio dos EUA em Bagdá; os EUA afirmaram que ele planejava ataques iminentes, e o Irã retaliou com ataques de mísseis.
  • Em 21 de junho de 2025, os EUA bombardearam três instalações nucleares iranianas; em fevereiro de 2026 anunciaram operações de grande envergadura com Israel após tensões e protestos no Irã, com deslocamento de forças americanas para o Golfo e o Mediterrâneo.

O Irã e os Estados Unidos vivem uma relação tensa há quase 50 anos, marcada por conflitos diplomáticos, militares e sanções. O presente texto resume episódios-chave desde a Revolução Islâmica de 1979 até ações recentes no Oriente Médio, sem partidarismo.

Em 4 de novembro de 1979, estudantes iranianos tomaram a embaixada dos EUA em Teerã, exigindo a extradição do xá deposto. Ao todo, 52 diplomatas ficaram reféns por 444 dias, influenciando décadas de desentendimentos bilaterais.

Washington rompeu relações diplomáticas e impôs embargo comercial em abril de 1980, ainda no clima da crise dos reféns. A ruptura moldou o relacionamento entre as duas nações ao longo dos anos seguintes.

História recente

Em 1995, o governo americano impôs embargo total ao Irã, acusando o país de apoiar o terrorismo. Sanções atingiram principalmente setores de petróleo e gás do Irã.

Em 2002, os EUA classificaram o Irã como parte do “eixo do mal”, associando o país a atividades consideradas terroristas. Em 2019, a Guarda Revolucionária foi listada como organização terrorista estrangeira.

A década de 2010 trouxe a questão do programa nuclear iraniano. Em 2015, Iran e seis potências assinaram um acordo para limitar o enriquecimento de urânio, com suspensão gradual de sanções. ONU ratificou o pacto no mesmo ano.

Avanços e retrocessos

Em 2018, o governo Trump retirou-se do acordo nuclear e restabeleceu sanções. Em 2019-2020, Teerã deixou de cumprir parte das obrigações do pacto e negociações diplomáticas falharam.

Em 2025, a ONU restabeleceu sanções e o acordo foi considerado expirado em seguida, caso não tenha sido reativado. A comunidade internacional acompanhou as tentativas de resgate das regras do tratado.

Em 3 de janeiro de 2020, o general Qassem Soleimani foi morto em ataque dos EUA em Bagdá. O Irã respondeu com ataques de mísseis a bases no Iraque que recebiam tropas americanas.

Operações e desdobramentos

Em 2025, durante tensões regionais, os EUA lançaram ataques contra instalações nucleares no Irã, em meio a um período de escalada entre Washington e Teerã.

Em fevereiro de 2026, Washington anunciou operações de grande envergadura com apoio de Israel, após explosões em Teerã e outras cidades iranianas. As forças americanas reforçaram presença no Golfo e no Mediterrâneo.

O contexto envolve conversas indiretas mediadas por Omã, com objetivos de limitar o programa nuclear e balísticas iraniano. As partes buscaram um acordo que não avançou na prática até o momento.

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